Reprodução/Facebook
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Maioria dos brasileiros quer candidato que mude a forma de governar o País em 2022, diz pesquisa

Desejo de mudança é expressado por 52% da população, segundo XP/Ipesp; levantamento também mostra alta na taxa de reprovação do governo Bolsonaro pelo 6º mês consecutivo

Adriana Ferraz, O Estado de S.Paulo

12 de março de 2021 | 13h36

A maioria dos brasileiros ouvidos pela rodada de março da pesquisa XP/Ipesp expressa um desejo de mudança em relação ao modo de governar adotado pelo presidente Jair Bolsonaro . Ao todo, 52% dos entrevistados responderam que gostariam que o Brasil fosse governado, a partir de 2022, de uma forma "completamente diferente". Para isso, as características apontadas como principais nesta escolha são: candidato ser honesto (35%), ser preocupado com os mais pobres (17%), ser competente (16%) e conhecedor dos problemas do País (12%).

A primeira pesquisa realizada após a decisão do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, de anular as condenações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, permitindo que ele se candidate novamente, mostra o presidente Bolsoanro à frente do petista na pesquisa estimulada, com 27%. No cenário com Lula, o petista teria 25%, seguido pelo ex-juiz Sérgio Moro (10%), pelo ex-ministro Ciro Gomes (9%) e pelo apresentador Luciano Huck (6%). Os demais nomes cotados como possíveis presidenciáveis, como o governador paulista João Doria, alcançam juntos 10%.

O fato de Lula ter se tornado elegível para 2022 fez com que ele fosse o potencial candidato que mais subiu na pesquisa de intenção de voto no último mês. Passou de 17% para 25%, na estimulada (quando os nomes são colocados para os entrevistados) e de 5% para 17% na versão espontânea (quando os entrevistados não têm acesso aos nomes). 

Em um eventual segundo turno entre Bolsonaro e Lula, a pesquisa mostra um empate técnico. O atual presidente alcançaria hoje 41% das intenções de voto, enquanto o ex-presidente teria 40%. Em outras simulações de segundo turno, Bolsonaro aparece à frente de quase todos os demais nomes, como Ciro, Huck e Doria, com exceção de Moro - neste caso, o ex-juiz teria 34% contra 31% de Bolsonaro.

Reprovação

O levantamento feito entre os dias 9 e 11 de março com 800 entrevistados, de todas as regiões do País, também mostra alta na taxa de reprovação do governo Bolsonaro pelo sexto mês consecutivo.  A fatia da população que considera a gestão "ruim ou péssima" chegou a 45%. Em fevereiro, era de 42% e, em outubro, esse mesmo índice estava em 31%.

Ao mesmo tempo, o porcentual de entrevistados que avaliam o governo como "ótimo ou bom" caiu de 31% para 30%, dentro da margem de erro. A XP/Ipesp mostra que esses resultados negativos para o governo coincidem com a piora na percepção da atuação do presidente frente à pandemia de coronavírus  (a avaliação negativa nessa área específica saltou de 53% para para 61%) e com um aumento na percepção de risco sobre a doença (a parcela que diz estar com muito medo do surto cresceu dez pontos percentuais, de 39% para 49%).  O levantamento mostra ainda que ampliou a parcela que acredita que a economia do País está indo no caminho errado (63% em março contra 57% fevereiro).

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