AFP PHOTO / NELSON ALMEIDA
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Maior corrente do PT faz campanha para Lula presidir partido

CNB vai insistir para que ex-presidente mude de ideia e aceite comandar legenda; sucessão deve ocorrer em maio de 2017

Ricardo Galhardo, O Estado de S.Paulo

24 de setembro de 2016 | 05h00

A corrente Construindo um Novo Brasil (CNB), maior tendência interna do PT, vai insistir para que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ocupe a presidência do partido no lugar de Rui Falcão. 

Na semana passada, Lula descartou a possibilidade durante reunião do Diretório Nacional do PT, argumentando que a legenda precisa renovar seus quadros dirigentes e também que uma possível condenação pela Justiça no caso da Operação Lava Jato atingiria o partido. O próprio Lula pediu que Falcão divulgasse a decisão para eliminar os rumores sobre a possibilidade de ele assumir a sigla.

Mesmo assim, integrantes da CNB continuam a insistir para que Lula aceite presidir o PT. “A CNB vai insistir. Lula é o maior ponto de união do PT. Ele é o poder real no partido”, disse o presidente estadual do PT de São Paulo, Emidio de Souza.

O dirigente argumenta que, com Lula no comando, haveria uma qualificação natural de toda a comissão executiva do PT. “Todas as correntes indicariam seus melhores quadros para a direção”, afirmou Emídio. Falcão já avisou ao partido que aceita a antecipação da escolha de seus substitutos de novembro para maio do ano que vem. 

Sucessão. As maiores correntes já discutem nomes para a sucessão. A corrente Mensagem, segunda maior do partido, deve indicar o deputado Paulo Teixeira (PT-SP). Já a CNB está dividida. Parte da corrente, da qual o próprio Lula faz parte, defende o nome do senador Lindbergh Farias (RJ), mas não há consenso. O único nome que evitaria uma disputa interna é o de Lula. “Se a CNB insistir com Lula, eu apoio”, disse Markus Sokol, da corrente O Trabalho.

Nesta sexta-feira, 23, a direção petista se reuniu com integrantes de movimentos que integram a Frente Brasil Popular, como o MST, CUT e CMP. O partido quer incluir a defesa de Lula entre as bandeiras das próximas manifestações de rua juntamente com o “Fora, Temer”.

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