DIDA SAMPAIO/ESTADAO
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Maia reconhece risco de 'algum lado judicializar' rito da denúncia de Temer

Presidente da Câmara se encontrou com a presidente do STF nesta manhã; números de debatedores no plenário (dois a favor e dois contra) poderá ser modificado ainda

Rafael Moraes Moura, O Estado de S.Paulo

04 Julho 2017 | 13h37

BRASÍLIA - O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), relatou na manhã desta terça-feira, 4, à presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, o rito da denúncia apresentada contra o presidente Michel Temer por corrupção passiva. Maia fez questão de relatar à presidente do STF o rito que adotará no julgamento da denúncia contra Temer, reconhecendo que há o risco de "algum lado judicializar essa questão".

O presidente da Câmara defendeu também um "debate correto" da matéria pelos parlamentares.

De acordo com Maia, nos debates em plenário está prevista a manifestação da defesa, de dois parlamentares a favor de Temer e de dois contra. O número de debatedores poderá ser ampliado, afirmou o presidente da Câmara, a partir de uma decisão conjunta com líderes dos partidos da base e da oposição.

"É um rito que está claro no regimento interno da Câmara. Eu disse (à presidente do STF) que vou respeitar rigorosamente o rito da Casa, o regimento da Casa e também a possibilidade, claro, de ter um debate correto dessa matéria", comentou Maia, em uma rápida conversa com jornalistas.

"(O debate) É o único ponto que eu acho que é mais frágil. Porque pela regra são 2 (parlamentares) pra um lado, 2 pro outro. Acho que tem de ampliar um pouquinho isso. Mas isso é uma questão que eu ainda vou discutir com os líderes da base e da oposição", disse o presidente da Câmara.

Maia também afirmou que conversou com a ministra Cármen Lúcia sobre a Reforma da Previdência, alvo de questionamentos de Justiça. "É um tema fundamental pro futuro do Brasil", ressaltou o presidente da Câmara.

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