Maia rebate Aécio em apoio a Pochmann em Campinas

Um dia após o senador Aécio Neves (PSDB) desembarcar em Campinas em campanha para o candidato a prefeito do PSB, Jonas Donizette, o PT colocou o presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS), para responder aos ataques. O deputado afirmou, durante ato de apoio ao candidato Márcio Pochmann (PT) nesta quinta-feira, que o principal presidenciável do PSDB para 2014 "pula que nem pipoca" quando o assunto é aliança partidária.

RICARDO BRANDT, Agência Estado

25 de outubro de 2012 | 19h33

Já a campanha de Jonas contou com a presença do prefeito reeleito de Belo Horizonte (MG), Márcio Lacerda, para afirmar que o apoio da presidente Dilma Rousseff e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não "tem resultado sensível" nas urnas.

"O governador Aécio Neves parece uma pipoca. Ele saltita de um lado para o outro. Daqui a pouquinho ele está com um socialista, daqui a pouquinho ele está com alguém da ultra direita, não há uma orientação única do PSDB que diga de quem efetivamente eles devem apoiar, com quem eles devam efetivamente estar no Brasil", afirmou Maia.

Em visita a Campinas, na quarta-feira, Aécio afirmou que a aliança do PSB com o PSDB é natural e que o PT adotava um discurso da época da "ditadura", quando sugere que prefeitos petistas e aliados terão privilégios para obtenção de recursos federais.

"O PSB estará conosco no governo da presidenta Dilma em 2014, eu não tenho dúvida disso, tenho conversado muito com o nosso governador e presidente do PSB, Eduardo Campos", afirmou Maia. "Eu acho que aqui em Campinas há um erro por o PSB aceitar um apoio que vem contaminado por tudo aquilo que houve de atraso e desmando no nosso País", conclui o deputado.

Em Campinas, cidade estratégica para o PT e para o PSB, que é aliado local do PSDB, Jonas aparece com 45% das intenções de voto, contra 37% de Pochmann, segundo última pesquisa Ibope, de segunda-feira (22).

Para Maia, é "o PSDB que tem produzido alianças eleitoreiras", em referência à mesma acusação feita por Aécio contra o PT no dia anterior. "O que não é o nosso caso. Nós não faremos aliança de forma alguma com o PSDB, com o Democratas, porque está fora da nossa política de alianças."

Ataques a Dilma e Lula

Sobre os ataques de Aécio, ele afirmou que o PT tem defendido que "estar próximo do governo federal neste momento é uma posição inteligente".

Maia avaliou que essas eleições comprovaram ainda que "Lula é de fato um cabo eleitoral de peso". "O resultado eleitoral que nós teremos nessa eleição é muito positivo no sentido de afirmar que o Brasil está indo no caminho certo. Ninguém votaria no candidato do Lula se achasse que Lula não acertou na construção das políticas que ele realizou durante os oito anos em que esteve à frente da Presidência. Ninguém votaria no candidato da Dilma se não achasse que ela está no caminho certo."

Em Campinas, Pochmann foi uma escolha de Lula para a disputa e contou com o apoio direto do ex-presidente e da presidente nesse segundo turno.

Belo Horizonte

Minutos antes o candidato do PSB recebia o apoio do prefeito reeleito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda, que venceu no primeiro turno enfrentando o candidato do PT, o ex-ministro Patrus Ananias, apoiado também diretamente pela presidente Dilma e pelo ex-presidente Lula.

"A presença do ex-presidente Lula e da presidente Dilma na campanha não fez diferença sensível. Talvez tenha mudando um, dois, três pontos nas pesquisas, mas de uma forma muito difusa, não deu para captar isso com clareza", afirmou Lacerda, reeleito com 52% dos votos válidos.

Segundo ele, "foi preciso desmontar o discurso de que é preciso ter um prefeito do mesmo partido da presidente para que a cidade fosse bem atendida. É um discurso antigo e superado. Os recursos não são do partido A, do governo B, são da população".

"O modo petista de governar está um pouco envelhecido. O aparelhamento partidário, a priorização dos interesses do partido em detrimento da gestão, não é algo que agrade a população", atacou Lacerda, aliado de Aécio.

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