FOTO DEPARTMENTO DE FOTOGRAFIA /HCDN
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Maia diz que denúncia contra presidente 'é grave' e quer votação antes do recesso parlamentar

Primeiro na linha sucessória, presidente da Câmara, que também é aliado de Temer, está em viagem oficial na Argentina

Luciana Rosa, ESPECIAL PARA, O Estado de S.Paulo

06 Julho 2017 | 22h33

BUENOS AIRES - O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse nesta quinta-feira, 6, que "uma denúncia contra o presidente é grave" e que tem a "intenção" de votar a admissibilidade do processo de investigação contra Michel Temer ainda antes do recesso parlamentar de 17 de julho. Para Maia, que é o primeiro na linha sucessória presidencial, é preciso votar a acusação contra Temer o mais rápido possível, assim que ela sair da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.

"O Brasil não pode ficar 15 dias em suspense se a Câmara vai ou não aceitar essa denúncia. A minha intenção é votar antes do recesso", disse a jornalistas na Argentina, para onde foi nesta quinta-feira, 6, em viagem oficial. A pressa, segundo o deputado, seria para não atrasar ainda mais a votação das reformas. 

O parlamentar não quis se posicionar quanto às denúncias contra o presidente, mas disse que "ela tem que ser respeitada" e que  ainda vê o governo com uma base forte "vejo uma grande diferença no caso presidente Temer e a presidente Dilma, que ela não tinha uma boa relação com o Parlamento e o presidente tem uma ótima relação e isso pode influenciar na hora da votação", comparou. 

No entanto, Maia também negou os últimos rumores de que ele teria dado um passo atrás em seu apoio a Temer por conta da denúncia apresentada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. "Eu sei reconhecer aqueles que me colocaram na posição que eu estou. O presidente Temer foi fundamental na minha segunda eleição. Tem sido um parceiro importante da Câmara de Deputados na agenda que propôs que nós temos muita convergência", afirmou.

Travessia. O presidente interino do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE) fez um aceno nesta quinta-feira, 6, ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para uma eventual sucessão. Para o tucano, o País caminha "caminha para a ingovernabilidade", assim como considera que ocorreu com a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) antes do processo do impeachment. Tasso considera ainda que o maior problema de Temer na base aliada é com o próprio PMDB, que está dividido.

O presidente da Câmara agradeceu o elogio, mas afirmou que já 'ajuda' o Brasil de onde está. "O senador Tasso é um homem com muita experiência e qualquer um ficaria feliz de ele avaliar que se tenha condições de ajudar o Brasil e acho que a posição na qual eu estou, já estou ajudando muito", disse ele a jornalistas na Argentina.

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