Nilton Fukuda|Estadão
Nilton Fukuda|Estadão

Maia promete anunciar data de votação da cassação de Cunha até quarta-feira, diz líder da Rede

O deputado Alessandro Molon (RJ) se reuniu nesta segunda-feira, 8, com o presidente da Câmara para cobrar a marcação da data

Igor Gadelha, O Estado de S.Paulo

08 de agosto de 2016 | 15h43

BRASÍLIA - O líder da Rede na Câmara dos Deputados, Alessandro Molon (Rede-RJ), afirmou nesta segunda-feira, 8, que o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), prometeu anunciar até a próxima quarta-feira, 10, a data da votação em plenário do pedido de cassação do deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

"Ele ficou de dar uma data até quarta-feira. Ele disse que ninguém ia embora (de Brasília) sem saber uma data", afirmou Molon após se reunir com Maia, para cobrar a marcação da data. O líder da Rede disse que pediu ao presidente da Câmara que marcasse a votação para quarta-feira, mas ele não teria se comprometido.

O pedido de cassação aprovado pelo Conselho de Ética da Casa foi lido em plenário no início da sessão desta segunda-feira, 8. Com a leitura, o pedido deve ser incluído como prioridade na pauta do plenário em até duas sessões ordinárias, após ser publicado no Diário Oficial da Câmara.

Maia tinha prometido ler a decisão do conselho e da CCJ nesta segunda-feira. Embora estivesse em seu gabinete na Casa, o presidente da Câmara optou por pedir para outro deputado fazer a leitura. Coube então ao deputado Hildo Rocha (PMDB-MA), no exercício da presidência da sessão, ler a decisão. 

Sob pressão da oposição e da base aliada, Maia quer dividir com líderes partidários a responsabilidade de definir a data da votação em plenário. "Vamos organizar isso com os líderes, acho que é o melhor caminho", afirmou o presidente da Câmara em entrevista na semana passada. 

Com a estratégia de dividir a decisão, Maia tenta diminuir a pressão que vem sofrendo. De um lado, a oposição o acusa de protelar a votação e pede para que ele paute o pedido o mais rápido possível. Do outro, base aliada e Planalto pressionam para que só seja votada depois da conclusão do impeachment da presidente afastada, Dilma Rousseff.

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