Maia prevê disputa pulverizada na eleição de 2002

O prefeito do Rio, Cesar Maia (PTB), vê grande possibilidade de o quadro eleitoral de 2002 se pulverizar, com cinco candidatos a presidente com chance de ir ao segundo turno, obtendo menos de 20% dos votos. Além de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Maia apontou como possíveis finalistas um candidato do governo, Ciro Gomes (PPS), o governador de Minas Gerais, Itamar Franco (sem partido), e um possível postulante do PFL.O raciocínio natural daria a segunda vaga a um postulante do governo, segundo Maia, que tem uma "ação eleitoral consistente" ao investir no interior e nas pequenas cidades, onde está 40% do eleitorado. "Mas a personalização da política brasileira exige mais do que preparo intrínseco para governar e mais do que ser apontado como sucessor de políticas: exige carisma, mobilidade pessoal e capacidade de comunicação através de linguagem televisível", analisou ele, em palestra para executivos no Hotel Copacabana Palace.O prefeito carioca afirmou que nem o ministro da Saúde, José Serra, nem o governador do Ceará, Tasso Jereissati, têm esse perfil, classificando-os de "insípidos". Lembrou os problemas cardíacos enfrentados por Tasso. "Ele tem metade do coração", disse. E descartou totalmente as candidaturas dos ministros da Fazenda, Pedro Malan, e da Educação, Paulo Renato Souza. "Com relação a Malan, arriscaria que a chance é nula", disse. "Noviços podem ter espaço para uma candidatura a prefeito, rarissimamente a governador e nunca a presidente", afirmou. "Paulo Renato também não é esse quadro."O PFL, que perdeu poder desde o ano passado, segundo Maia, vive a incerteza com dois nomes: a governadora do Maranhão, Roseana Sarney, e o presidente do Senado, Antonio Carlos Magalhães (BA). "Mas a inclinação do partido é a de ser coadjuvante do poder", disse. Segundo ele, a pressão dos parlamentares que precisam se reeleger deve pesar contra a tese da candidatura própria. Só uma quebra de parceria com o PSDB pode levar os pefelistas a tentar candidatura própria.

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