Maia pede que CPI do Cachoeira não vire disputa política

O presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS), apelou nesta segunda, em Curitiba, para que a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que deve ser instalada de forma mista para investigar os negócios mantidos pelo contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, não seja uma disputa política entre governo e oposição. "Nós queremos é desmantelar esta rede de poder paralelo que foi constituída por esse cidadão chamado Cachoeira e que vai desde o Legislativo, passa pelo Executivo e pelo Judiciário, pelo setor privado e pela imprensa brasileira", afirmou Maia.

EVANDRO FADEL, Agência Estado

16 de abril de 2012 | 16h22

O deputado destacou a necessidade de fazer uma investigação ampla. "Talvez o telefone celular dele seja o de maior memória do País pela quantidade de contatos que tinha", disse. "Todos serão investigados independente de onde estejam, de qual papel tenham cumprido." O presidente da Câmara acentuou que nenhum partido, incluindo o PT, está realizando qualquer movimentação para barrar as investigações. "Todos estão mobilizados", garantiu.

Maia, que esteve em Curitiba também como representante da Frente Parlamentar do Biodiesel no Congresso Nacional para conhecer o projeto dos ônibus movidos a biodiesel, acentuou a necessidade de o Supremo Tribunal Federal (STF) julgar rapidamente o processo do mensalão, de preferência antes das eleições. "O importante é que essa discussão e esse debate sobre aquela crise aconteçam o mais rapidamente possível para que a sociedade possa saber quem efetivamente teve culpa e possa absolver aqueles que não tiveram nenhuma culpa naquele processo", disse.

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