André Dusek/Estadão
André Dusek/Estadão

Maia nega que Luciano Huck possa ser candidato à presidência pelo DEM

Presidente da Câmara dos Deputados disse que o pré-candidato do partido será lançado em março e que terão entre dez e doze candidatos nos Estados

Roberta Pennafort, O Estado de S.Paulo

13 Fevereiro 2018 | 03h28

RIO - Na Sapucaí nesta segunda-feira, 12, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), negou a possibilidade de o apresentador Luciano Huck sair candidato à Presidência da República por seu partido. Huck já descartou que vá se candidatar, mas estaria tendo conversas com políticos sobre o processo de 2018 ainda assim.

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"O DEM vai ter candidato a presidente, e o pré-candidato vai ser lançado em março. Temos o maior carinho pelo Luciano, mas nesse momento ele não faz parte do projeto do nosso partido. Vamos ter entre dez e doze candidatos nos Estados e no início de março vai ficar claro que o partido vai seguir seu próprio caminho", afirmou.

Sobre o carnaval, Maia disse que a crítica à Reforma Trabalhista feita pelo Paraíso do Tuiuti em seu desfile, domingo, foi por desinformação do carnavalesco (Jack Vasconcelos). A escola tinha uma ala, chamada "Guerreiros da CLT", em que uma carteira de trabalho aparecida chamuscada, e o operário tinha vários braços, para simbolizar a sobrecarga de tarefas.

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Já a ala batizada de "trabalho informal" fez alusão à precarização do trabalho. A escola também fez crítica ao governo Michel Temer (MDB), que apareceu como um vampiro com uma faixa presidencial. O Tuiuti foi a agremiação mais mencionada nesta segunda-feira nas redes sociais por conta disso.

"Tem que respeitar desfile ideológico. Só que as informações do carnavalesco não estão certas", criticou Maia. "A gente vai ver em 2018 que a nova lei está gerando milhões de empregos. Tem que dar tempo ao tempo. A crítica é sempre importante, para que todos avaliem o governo, o Legislativo, o Judiciário. No caso da Trabalhista, os resultados já estão aparecendo: já tivemos redução de desemprego, nesse ano vamos ter mais de um milhão de empregos de carteira assinada. No próximo ano talvez a gente vai ter um desfile diferente".

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Ele voltou a dizer que é preciso informar bem a população sobre as mudanças na legislação. Referindo-se ao público do Sambódromo, falou das diferenças entre os pobres da arquibancada, que terão de trabalhar até os 65 anos, e os ricos dos camarotes, com necessidade de menos tempo de serviço para se aposentar.

Maia falou também de segurança. Disse que é preciso haver nova operação conjunta entre forças estaduais e federais para o combate à violência no Rio, e também que vai trabalhar junto ao governo para que se coloque no orçamento a construção de mais presídios federais, chegando a "20 ou 30 unidades". O objetivo, ressaltou, é isolar chefes do crime organizado. "A gente já fez aquela primeira operação dos órgãos federais, que não foi o que a gente esperava, e vai ter que voltar. Além de endurecer a legislação de armas e drogas", sublinhou. Segundo Maia, o Congresso demandará à Presidência a priorização do tema dos presídios. 

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