Maia nega que haverá urgência para votar pacote anticorrupção

'Não terá urgência para que a matéria seja votada antes', afirmou o presidente da Câmara; Alessandro Molon, da Rede diz que há articulação para que pacote seja votado diretamente no plenário sem passar por comissão

Igor Gadelha, O Estado de S.Paulo

10 de novembro de 2016 | 14h05

Brasília - O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou nesta quinta-feira, 10, que o pacote de medidas de combate à corrupção só será votado no plenário da Casa após ser aprovado na comissão especial que debate a matéria.

"Não terá urgência para que a matéria seja votada antes", afirmou Maia em entrevista coletiva. Ontem, 9, o líder da Rede, Alessandro Molon (RJ), disse que há uma articulação para aprovar requerimento para que o pacote seja votado diretamente no plenário, sem ser analisado pela comissão.

De acordo com Molon, a articulação teria o objetivo de aprovar o pacote - que pode possibilitar uma anistia retroativa para quem cometeu caixa 2 - antes da divulgação da delação premiada da construtora Odebrecht, que deve citar muitos políticos.

"Não posso cuidar dos sonhos dos deputados. Porque eu sempre disse que a gente vai votar primeiro na comissão antes de votar no plenário", afirmou Rodrigo Maia na entrevista. "Antes da comissão não será votado", disse o deputado do DEM. 

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