Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Maia nega que antecipação de auxílio-mudança a deputados tenha relação com sua reeleição

O benefício é tradicionalmente pago ao fim do mandato, que acaba em 31 de janeiro, mas foi depositado no dia 28 de dezembro na conta dos parlamentares

Camila Turtelli, O Estado de S.Paulo

05 Janeiro 2019 | 19h11

BRASÍLIA -  Em campanha para sua reeleição à presidência na Câmara, o deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) negou que a antecipação do auxílio-mudança esteja relacionada à sua candidatura. Reportagem publicada neste sábado, 5, pelo Estado mostra que Maia antecipou o pagamento de auxílio-mudança aos deputados. O benefício, equivalente a um salário - R$ 33,7 mil -, é tradicionalmente pago ao fim do mandato, que acaba em 31 de janeiro, mas foi depositado no dia 28 de dezembro na conta dos parlamentares.

"Não tem nada a ver com campanha. Se eu pagasse tudo junto neste ano, teria um impacto orçamentário muito grande", disse Maia.

Maia disse ainda que a reforma da Previdência será sua primeira prioridade na Casa. Depois disso, o foco será na Tributária. Ele lembrou que, como está em campanha para a reeleição, deverá entrar em contato com os 513 deputados. 

O presidente da Câmara foi à Goiânia para visitar o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM-GO). Caiado aproveitou a visita para declarar seu apoio à candidatura do correligionário. "Tenho certeza de que toda a bancada estará conosco", disse Caiado, em uma coletiva transmitida pelo Facebook, em referência aos deputados eleitos por Goiás. O governador deve se reunir com os parlamentares eleitos na próxima semana.

Na coletiva, Caiado disse que Maia pode ajudar a resolver a crise dos Estados. "Sei como fazer, vou te ajudar", disse Maia ao governador goiano.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.