Ernesto Rodrigues/Estadão
Ernesto Rodrigues/Estadão

Maia nega mágoa com Bolsonaro, mas ressalta visões divergentes

Presidente da Câmara dos Deputados disse que Bolsonaro 'discorda' de 'presidência de coalizão'; poderes Executivo e Legislativo apresentaram discordâncias sobre encaminhamento da reforma da Previdência

Idiana Tomazelli, Camila Turtelli e Lorena Rodrigues, O Estado de S.Paulo

08 de abril de 2019 | 21h12

BRASÍLIA - O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), negou nesta segunda-feira, 8, que esteja magoado com o presidente da República, Jair Bolsonaro, depois da turbulência enfrentada pelos poderes no mês passado. Ele, no entanto, deixou claro que ambos têm visões divergentes. “Imaginava que poderíamos ter uma presidência de coalizão, presidente discorda”, disse. Ele afirmou ainda que decidiu se afastar porque não iria ficar “levando pancada da base eleitoral do presidente e achar bom”.

Sobre os encontros da semana passada entre Bolsonaro e lideranças partidárias, Maia disse que espera que esses eventos tenham um resultado à aprovação da Nova Previdência e demais reformas.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, admitiu mudanças no comportamento do presidente, mas ponderou sobre a personalidade de Bolsonaro. “Não acho que ele vai sair abraçando todo mundo, vai ser um espetáculo”, disse. Ele chamou de “crise de acomodação” as farpas trocadas em março pelos poderes. “É o mundo político. Eles se conhecem”, disse.

Sobre sua passagem pela Comissão de Constituição, Cidadania e Justiça (CCJ), Guedes disse que cumpriu seu papel e que manteve o respeito enquanto durou, dizendo que ainda está aprendendo.

O ministro ainda afirmou que não sabia, na hora, que o deputado que se referiu a ele como ‘tchutchuca’, era Zeca Dirceu (PT-PR), filho de José Dirceu. “Ele era mais um dos 30”, disse. “Eu nem sabia o significado das palavras”, afirmou.

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