Maia nega crise com o governo, mas diz que não é obrigado a atendê-lo

O presidente da Câmara disse que sessão sobre fundo previdenciário foi encerrada por falta de acordo e descartou relação com indicação frustrada para diretoria do Banco do Brasil

Denise Madueño, de O Estado de S.Paulo

09 de fevereiro de 2012 | 13h35

BRASÍLIA - O presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), afirmou não ser obrigado a atender a intenção do governo nas votações da Câmara. Na quarta-feira, 8, Maia encerrou a sessão do plenário, contrariando pressão do governo de começar a discutir e votar o projeto que cria o Fundo de Previdência Complementar para os Servidores Públicos. O petista disse que encerrou a sessão porque não havia acordo entre os partidos políticos para a votação.

 

Ele negou que tenha provocado uma crise com o governo, depois de não ter sido atendido em uma indicação para a diretoria do Banco do Brasil. "Não tenho indicação no governo. Essa notícia não condiz com a realidade. Os diálogos sobre cargos são feitos pelo meu partido, que tem a legitimidade de discutir composição de governo com a presidente. Se tivesse alguma indicação a fazer, o que não é o caso, e que não fiz, apresentaria ao mesmo partido", disse.

 

Na última quarta-feira, em reunião com Marco Maia, os líderes haviam acertado que a proposta de criação do Fundo de Previdência Complementar para os Servidores entraria na pauta após o carnaval. "Não sou obrigado a estar acatando a opinião do governo a todo o momento", afirmou Maia. Ele disse que vem conduzindo os trabalhos de forma aberta e democrática, ouvindo os líderes, governo, oposição e setores organizados, mas que isso não significa que ele tem de acatar essas opiniões. "A definição da pauta é do presidente da Câmara que eu tomo de acordo com as minhas convicções. O fato de ouvir as opiniões não significa que tenho de acatar, muito menos do governo."

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