DIDA SAMPAIO/ESTADAO
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Maia não encontra Temer para transmissão simbólica da presidência

Apesar de a Constituição não obrigar a presença do presidente da Câmara na base área, trata-se de um gesto político habitual

Igor Gadelha, O Estado de S.Paulo

20 de julho de 2017 | 18h33

BRASÍLIA - O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), não encontrou o presidente Michel Temer na tarde desta quinta-feira, na base aérea de Brasília, para transmissão simbólica do cargo de presidente da República. Temer viajou por volta das 17 horas para Mendonza, na Argentina, onde participará da reunião da cúpula do Mercosul e de onde só deve retornar já nesta sexta-feira, 21. Como o Brasil está sem vice-presidente, Maia é que assumirá o comando do País.  

Maia não estará na base aérea para a transmissão simbólica, pois está no Rio de Janeiro. Segundo assessoria dele, ele tem compromissos oficiais na capital fluminense, de onde só retorna nesta sexta-feira. A Constituição não obriga o presidente da Câmara a estar na base área. No entanto, esse é um gesto político que os integrantes da linha sucessória costumam fazer, quando assumem a presidência em razão de viagem do presidente.

Desde que a denúncia por corrupção passiva contra Temer começou a tramitar na Câmara, Maia tem se mostrado distante do Palácio do Planalto. Na última terça-feira, 18, ele e Temer tiveram um atrito, após o presidente da República convidar parlamentares dissidentes do PSB a se filiarem para o PMDB. Maia se irritou com o gesto, uma vez que, desde que o PSB deixou a base do governo, negocia a migração dos pessebistas descontes para o DEM.

Temer acionou ministros para tentar desfazer o mal-estar e negou que tivesse convidado dissidentes do PSB para se filiarem ao PMDB. Para tentar mostrar que o mal-estar estava resolvido, Temer foi até a residência oficial de Maia na noite da própria terça-feira, onde participou de jantar ao lado de ministros e deputados. Na noite dessa quarta-feira, Temer ofereceu jantar no Palácio do Jaburu a Maia e a integrantes do DEM, como o ministro da Educação,Mendonça Filho, e o prefeito de Salvador, ACM Neto. 

 

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