Antônio Augusto/Agência Câmara
Antônio Augusto/Agência Câmara

Maia faz apelo para deputados votarem denúncia na sexta: 'Brasil precisa tomar uma decisão'

Presidente da Câmara disse que votação significa retomar a agenda de reformas; Maia é o primeiro na linha sucessória da Presidência

Renan Truffi, O Estado de S.Paulo

11 de julho de 2017 | 17h54

BRASÍLIA - O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), fez um apelo para que os deputados permaneçam em Brasília até sexta-feira, 14, para que o Plenário possa votar pela admissibilidade ou não da denúncia contra o presidente Michel Temer. Maia reconheceu, no entanto, que é "muito difícil" que isso aconteça, já que seria necessário um quórum mínimo de 342 deputados na Casa.

PLACAR Veja como os deputados devem votar a denúncia

"Essa é uma questão que a Câmara dos Deputados precisa resolver. Faço um apelo aos deputados e deputadas para quem permaneçam em Brasília. É uma denúncia contra o presidente da República, é grave, então eu espero que a gente consiga votar essa denúncia o mais breve possível", disse em entrevista coletiva.

Maia defendeu também que a votação do pedido da Procuradoria-Geral da República, que quer investigar o presidente da República, precisa acontecer antes de agosto e, portanto, do recesso parlamentar. "Do meu ponto de vista pessoal, não podemos deixar essa matéria para agosto. O Brasil precisa tomar uma decisão", argumentou, antes de minimizar qualquer possibilidade de interferir no o recesso. "A questão do recesso parlamentar não depende apenas da Presidência da Câmara, depende da votação da LDO [Lei de Diretrizes Orçamentárias]".

Ao final, Maia explicou que votar a denúncia em Plenário significa retomar a agenda de reformas. "Minha função não é fazer a defesa do governo, é garantir que, após a denúncia, a agenda de reformas vai continuar de forma efetiva e permanente. Mas, para que isso ocorra, precisamos encerrar esse capitulo da denúncia", enfatizou. O presidente da Câmara ainda citou que, além das reformas, é preciso "pensar de forma clara a pobreza no Brasil" e "discutir a segurança pública do Rio de Janeiro". 

Presença. O presidente da Câmara foi convidado pelo Planalto a participar de solenidade ao lado do presidente na tarde desta terça-feira, 11. Maia, contudo, não compareceu ao 

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