Maia e vice cobram do Executivo pagamento de emendas

Deputado afirmou que emendas não podem ser entendidas como privilégio dos parlamentares e que elas fazem com que as políticas públicas cheguem à população

Eduardo Bresciani e Denise Madueño, do estadão.com.br,

02 de fevereiro de 2011 | 13h31

BRASÍLIA - Na primeira entrevista depois de serem eleitos, o presidente e a vice-presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS) e Rose de Freitas (PMDB-ES), cobraram que o Executivo execute as emendas apresentadas pelos parlamentares ao Orçamento.

Maia afirmou que as emendas não podem ser entendidas como privilégio dos parlamentares e que elas fazem com que as políticas públicas cheguem à população. "As emendas são como a socialização do próprio Orçamento, por dar ao Orçamento as condições de dialogar com as necessidades diretas dos cidadãos e da população e transformar a decisão sobre o Orçamento em um processo democrático mais amplo", afirmou Maia.

O presidente da Câmara disse que vai conversar com os deputados e tentar convencer o Executivo da importância das emendas parlamentares. Rose de Freitas fez uma defesa ainda maior. A primeira vice-presidente afirmou que as emendas permitem fazer com que a ação do Estado chegue mais longe. "Sou uma deputada municipalista. Defendi na Constituinte que não há governo que possa acudir e solucionar problemas pelo Brasil inteiro. Acho completamente injusto que se tenha regiões de segunda, terceira, quarta categoria que não são contempladas com obras", disse.

A peemedebista defendeu ainda que a liberação das emendas não pode ser feita por critério político."Não pode ser critério político, não pode ser por apoiar o governo ou não, todos são parlamentares e têm legitimidade", afirmou Rose.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.