André Dusek/Estadão
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Maia diz que Weintraub atrapalha o Brasil e brinca com o futuro das crianças

Presidente da Câmara afirmou que ministro da Educação tem 'visão ideológica'

André Ítalo Rocha e Bárbara Nascimento, O Estado de S.Paulo

30 de janeiro de 2020 | 12h15

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ) criticou nesta quinta, 30, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, em conversa com jornalistas. "O ministro da Educação atrapalha o Brasil, tem visão ideológica e brinca com o futuro de milhões de crianças", disse o parlamentar.

Ele também citou o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, ao falar de críticas direcionadas a ele e a Weintraub na quarta, 29. "Quanto ao Salles, eu acredito que ele radicalizou no ano passado, mas é um ministro que tem qualidade."

Maia evitou responder se defende ou não a demissão dos ministros, ao dizer que essa é uma decisão que cabe ao presidente Jair Bolsonaro. Reiterou, em seguida, que tem uma boa relação com o Executivo no que se refere à agenda econômica.

O presidente da Câmara também não quis comentar a decisão de Bolsonaro de tirar o Programa de Parcerias e Investimentos (PPI) da Casa Civil e levar para o Ministério da Economia. "Não cabe ao Parlamento fazer críticas (a algo do Executivo)", disse.

Não é a primeira vez que o presidente da Câmara critica Weintraub. Em junho, o Maia disse em entrevista ao Estado que era o próprio ministro quem estava causando a crise na área de educação, na ocasião em que contingenciou verba de universidades. 

Além disso, uma comissão da Câmara – criado por Maia – apontou, em novembro, paralisia no planejamento e na execução de políticas públicas por parte da pasta da Educação. Foi a primeira vez que o Legislativo formou um grupo para averiguar o trabalho de um ministério.

A relação entre Maia e Weintraub piorou em dezembro com a exoneração do advogado Rodrigo Sergio Dias da presidência do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Dias era uma indicação do democrata que assumiu o cargo em agosto, em meio à votação da reforma da Previdência no Congresso.

Procurado, o Ministério da Educação disse que não irá se manifestar. 

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