Maia diz que imagens de Jaqueline Roriz são 'fortes'

Presidente da Câmara dos Deputados afirma, no entanto, que aguarda informações do Ministério Público para dar sequência ao procedimento na Casa

Gustavo Uribe, da Agência Estado

14 de março de 2011 | 20h10

O presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS), reconheceu que são "fortes" e "contundentes" as imagens gravadas em 2006 que mostram a deputada federal Jaqueline Roriz (PMN-DF) recebendo dinheiro de Durval Barbosa, ex-secretário estadual do Distrito Federal e delator do esquema de corrupção conhecido como mensalão do DEM. "Mas eu não posso orientar o meu comportamento por minha impressão pessoal. Eu tenho de me orientar pelo procedimento da Câmara dos Deputados, garantindo que ele venha a ser adotado de maneira adequada", disse o petista, em entrevista concedida ao programa "Roda Viva", da TV Cultura.

O parlamentar lembrou que enviou ao Ministério Público um pedido para que seja informado sobre as investigações. "De posse dessas informações, tomo a decisão se as envio à Corregedoria da Câmara, para que faça a investigação caso haja necessidade, ou se mando direto para o Conselho de Ética, que tem a finalidade de ouvir as partes e as testemunhas envolvidas no caso." O presidente da Câmara dos Deputados acredita que o Conselho de Ética deve ser instalado nesta quarta-feira, 16, quando o PSOL pretende ingressar com representação pedindo abertura de processo de cassação do mandato da deputada federal.

Na entrevista, o petista responsabilizou os partidos políticos pela indicação para a Comissão de Reforma Política de parlamentares considerados ficha-suja ou que são réus em processos como o do mensalão. De acordo com Maia, são as siglas que indicam os deputados federais para as comissões. O parlamentar ressaltou que, embora alguns deputados federais sejam réus, eles ainda não foram condenados.

O petista saiu em defesa da indicação pelo PT do parlamentar João Paulo Cunha (SP) para a presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). O deputado federal é réu no processo do mensalão. "O parlamentar é um dos deputados mais queridos do Parlamento, tem uma experiência fantástica e tem muita clareza política." 

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