Maia diz que denúncia só vai a plenário depois de votação na CCJ

Maia diz que denúncia só vai a plenário depois de votação na CCJ

Presidente da Câmara fez um apelo nesta terça-feira, 11, para que deputados votem denúncia antes de sair para o recesso

Daiene Cardoso, O Estado de S.Paulo

11 de julho de 2017 | 23h01

BRASÍLIA - O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), disse nesta terça-feira, 11, que não pretende levar para o plenário a votação do relatório de admissibilidade da denúncia contra o presidente Michel Temer e que vai esperar a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) concluir sua apreciação.

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Assim, o presidente da CCJ, Rodrigo Pacheco (PMDB-MG), pretende extrapolar o prazo de cinco sessões plenárias para apreciação da denúncia sem a preocupação da base aliada solicitar que o tema vá a plenário sem a devida tramitação no colegiado.

Maia disse que está disposto a marcar a votação no plenário na segunda-feira, 17, ou na terça-feira, 18, no máximo. Se não houver recesso parlamentar, Maia avisou que a ideia é continuar o trabalho na Casa com a essa matéria, que tem urgência. "Não posso, se a Câmara continuar funcionando, não marcar a data de votação. É uma denúncia, a sociedade espera celeridade da Casa", justificou. O presidente da Câmara ressaltou que se não houver quórum de pelo menos 450 deputados na Casa, a votação poderá ficar "para outro dia".

Maia disse contar com a votação na CCJ na quinta, 13, ou sexta-feira, 14. A comissão se reunirá amanhã, 12, para o primeiro dia da fase de debates. A expectativa é que as discussões durem 40 horas. 

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