Cleia Viana/Câmara dos Deputados
Cleia Viana/Câmara dos Deputados

Maia denuncia perfil falso em seu nome: ‘Fake news é coisa de covarde’

Presidente da Câmara diz, em entrevista, que passou a ser alvo de ataques promovidos pelo ‘Gabinete do ódio’ do Planalto

Gregory Prudenciano, O Estado de S.Paulo

06 de abril de 2020 | 15h45

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), denunciou, em sua conta no Twitter, um perfil falso que se passava por ele e publicava mentiras. “Fake news é coisa de covarde. Criaram uma conta falsa com meu nome para desinformar e mentir. Pra esses pistoleiros digo: os cães ladram, mas a caravana passa. Vamos em frente que temos uma crise grave (que eles não acreditam porque a terra é plana e o vírus é conspiração)”, postou Maia.

A denúncia acontece na sequência de outra denúncia do tipo, feita pelo ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, também é filiado ao Democratas e que já exerceu mandato de deputado federal pela legenda. O Estadão/Broadcast apurou que as ações estão as coordenadas por bolsonaristas críticos a Mandetta e Maia, principalmente, diante do destaque ambos têm em ações durante a crise do coronavírus.

No domingo, em entrevista ao programa de TV Canal Livre, da Band TV, Maia disse que se tornou vítima frequente de ataques virtuais promovidos pelo “Gabinete do ódio”, grupo de assessores que trabalha no Palácio do Planalto, e que até o ministro Mandetta passou a “ser alvo de ataques absurdos” comandados pelo escritor Olavo de Carvalho.

Apesar disso, o presidente da Câmara disse entender que os disseminadores de ataques e mentiras contra o Parlamento, o ministro Mandetta e o Supremo Tribunal Federal (STF) estão “perdendo essa guerra” por conta de uma reação da sociedade e atribuiu parte dos ataques ao próprio presidente Jair Bolsonaro.

“A sociedade nesse momento começa a entender que existem muitas informações falsas, muitas mentiras e mas do que isso, muita irresponsabilidade que tem sido, muitas vezes, infelizmente, comandadas pelo próprio presidente da República”, explicou o deputado.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.