Maia critica PSDB e defende que PFL não dê vice a Alckmin

Na edição de hoje de seu boletim diário, o prefeito do Rio, Cesar Maia, acusa o PSDB de fazer "política velha de cooptação" e voltou a defender a possibilidade do seu partido, o PFL, apoiar o Geraldo Alckmin (PSDB) para a Presidência da República mas apenas informalmente, sem lhe dar um companheiro de chapa para concorrer a vice-presidente. Na prática, caso o PFL decida fazer isso, Alckmin não poderá usar o tempo de televisão do PFL na sua campanha.No boletim, o prefeito diz que o PSDB não quer fazer com o PFL o tipo de aliança que Alckmin concordou em fazer no dia em que o PFL decidiu apoiá-lo, inspirada na Concertación chilena. "A Concertación significa reconhecer o espaço regional majoritário do partido parceiro e reforçar sua hegemonia neste espaço ou distrito ou Estado. No entanto o PSDB quer reproduzir a prática anterior e ter o PFL, seu apoio eleitoral, seu tempo de TV, e apenas compor a chapa e depois - se eleito - entregar uns cargos", diz Maia no boletim, acrescentando que isso "não interessa ao PFL".O partido tem se queixado da falta de apoio do PSDB a seus candidatos em diversos partidos, como Bahia, Maranhão e Sergipe, entre outros. "Queremos Concertación, ou seja, respeito a hegemonia regional de cada um dos partidos e reforço para que esta hegemonia reconhecida e apoiada, amplie o numero de deputados eleitos pelos dois partidos, ampliando a base de governabilidade".Segundo ele, não sendo assim, "se volta à velha política de cooptação". Para Maia, o PFL como partido lastreado no principio federativo, entende que isso prejudica a campanha nacional - presidencial e parlamentar. "E afeta a governabilidade em caso de vitória", escreveu o prefeito.Cesar Maia afirma também que PFL e PSDB teriam potencial para eleger 200 deputados este ano e 10 governadores e senadores, caso se juntem apoiando nos Estados o candidato do partido que tiver maior força em cada um. Mas se não se acertarem, a média das três últimas eleições deve prevalecer, com o PFL elegendo 95 deputados federais e o PSDB 70, o número de governadores e senadores vai diminuir. "Assim afetaremos a competitividade de nosso candidato a presidente e a governabilidade futura, com a vitória".

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