André Dusek/Estadão
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Maia critica 'criminalização' de Flávio e uso do caso para tentar enfraquecer o governo

'Está no início da investigação. Está se criminalizando a pessoa (Flávio) sem dar o direito a defesa', disse o presidente da Câmara

Camila Turtelli, O Estado de S.Paulo

19 de dezembro de 2019 | 10h45

BRASÍLIA - O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse ver "exagero" na investigação de "rachadinha" envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (sem partido-RJ), filho do presidente Jair Bolsonaro. O Ministério Público do Rio de Janeiro fez ontem, pela primeira vez, uma operação ostensiva para procurar provas sobre eventuais crimes de lavagem de dinheiro e peculato neste caso.

"Se dá muita publicidade a isso, está no início da investigação. Está se criminalizando a pessoa (Flávio) sem dar o direito a defesa. Algumas coisas muito exageradas", afirmou Maia nesta quinta-feira, 19, durante café da manhã com jornalistas na residência oficial da presidência da Câmara. Ele disse não ter conversado com o presidente sobre o assunto.

Para Maia, a investigação sobre o filho do presidente não deve ser usada por parlamentares para atingir o governo. "Se for intenção de parte do parlamento de enfraquecer o governo vai ser nas matérias que serão votadas, com derrotas ou derrubando vetos, mas entrar nessa seara da família do presidente para desgastar o governo, acho que não tem espaço na Câmara nem no Senado", disse o presidente da Câmara.

O presidente da Câmara ainda elogiou o filho "01" de Bolsonaro, dizendo ser o "mais tranquilo" dos filhos políticos do presidente. "O Flavio tem muito respeito no parlamento. Dos três irmãos, é o mais tranquilo, sempre teve um bom diálogo", comparou Maia, em referência ao deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e o vereador do Rio Carlos Bolsonaro (PSC).

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