Eraldo Peres/AFP
Eraldo Peres/AFP

Maia anuncia que votação da denúncia contra Temer será em 2 de agosto

A data foi anunciada após uma reunião com os líderes da Casa

Isadora Peron, Renan Truffi e Rafael Moraes Moura, O Estado de S.Paulo

13 de julho de 2017 | 21h02

BRASÍLIA - O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), anunciou há pouco que a votação da denúncia contra o presidente Michel Temer acontecerá no dia 2 de agosto.

"É a melhor data. Foi um acordo entre a base e a oposição", disse Maia.

Segundo ele, a sessão vai ter início às 9h e deve ser concluída no mesmo dia. Haverá 25 minutos para o defesa de Temer se manifestar e 25 minutos para o relator, Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG), que votou pela rejeição da denúncia.

A data foi anunciada após uma reunião com os líderes da Casa. O governo começou a admitir a votação em agosto no início desta quinta-feira, após constatar que não conseguiria mobilizar o quórum necessário de 342 deputados para dar início à votação nos próximos dias, já que a oposição ameaçava obstruir a sessão e muitos deputados da base já estariam fora de Brasília por conta do recesso parlamentar.

Maia disse, no entanto, que a sua intenção era realizar a votação já na segunda-feira, 17. "A minha proposta era dia 17 de julho, mas o governo percebeu que era muito difícil chegar a 342 deputados na Casa com a oposição fazendo obstrução", disse.

Líderes da base tentaram manter o otimismo após o anúncio da data. "O governo terá os votos necessários para barrar a denúncia hoje ou em agosto", disse o líder do governo na Câmara, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB).

A oposição, no entanto, espera que fatos novos, como o fechamento de acordos de delação premiada por parte do deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e o doleiro Lúcio Funaro desgastem ainda mais o governo.

Primeiro na linha sucessória, Maia pode se beneficiar desse adiamento, já que assumiria a Presidência em um eventual afastamento de Temer. 

Apesar do apelo da base, o presidente da Câmara não cedeu e manteve o número mínimo de 342 deputados no plenário para dar início à votação. Segundo ele, qualquer outro cenário poderia ser contestado no Supremo Tribunal Federal (STF).

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