André Dusek|Estadão
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Maia afirma que PEC do Teto será votada em comissão ainda nesta semana

Deputado disse que votação ficou para depois do primeiro turno das eleições por questões 'meramente formais' mas será votada no Plenário na próxima semana

Mariana Sallowicz, O Estado de S.Paulo

02 de outubro de 2016 | 10h21

RIO  – O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou na manhã deste domingo, 2, que a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do Teto dos Gastos ficou para depois do primeiro turno das eleições municipais por questões “meramente formais”. O deputado afirmou que haverá votação da proposta em comissão nesta semana e no Plenário na próxima.

“A PEC do teto ficou para depois por questões meramente formais (...) A sociedade está esperando essa decisão, que é determinante.”, afirmou antes de votar ao lado da filha e sobrinha, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio.

O presidente da Câmara afirmou ainda que as eleições terão impacto positivo. “A base do governo será amplamente vitoriosa. Esse resultado vai sinalizar isso. E haverá um derrotado nesse processo que é o PT”, afirmou, acrescentando que votaria em Pedro Paulo (PMDB) para prefeito do Rio e no seu pai, Cesar Maia (DEM), para vereador.

Maia defendeu que a proposta da PEC organiza as contas públicas e dá condições para que a taxa de juros e a inflação caiam. “(Permite que) a gente já possa ver no ano que vem um crescimento econômico, que ainda será pequeno, mas que projete para 2018 um crescimento na ordem de 3,5% a 4%”, disse.

Maia disse ainda que será definido um teto global. “Dentro dele vai caber ao governo encaminhar a peça orçamentária e o Congresso aprovar, dentro de um gasto global. O que a gente tem que entender é que não tem dinheiro para tudo”.

O deputado criticou o governo anterior. “Está na hora dos governos darem prioridades aos seus investimentos, não prometerem tudo ao cidadão e depois não entregar nada”. Segundo ele, a gestão anterior “ampliou vários projetos, pegou o Fies de um ano para outro e multiplicou por sete”. O resultado, afirmou, é “um buraco de quase R$ 200 bilhões para fechar”. “O governo fez isso e a inflação subiu e o desemprego chegou a 12 milhões de brasileiros”, acrescentou. 

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