Maguito Vilela pode apoiar CPI para investigar ex-assessor

A bancada do PMDB no Senado, que está reunida na casa do senador Valmir Amaral (DF) para discutir a posição do partido com relação a criação da CPI sobre o caso Waldomiro Diniz, vai ter muito trabalho para convencer o senador Maguito Vilela (GO) a não apoiar a CPI. Vilela, que foi preterido na disputa interna do PMDB pelo Ministério da Previdência Social, e teve sua indicação para líder do governo no Senado ignorada pelo Palácio do Planalto, não deverá nem mesmo comparecer ao almoço.Vilela deixou o Senado no início da tarde para participar do almoço oficial oferecido ao presidente do Líbano, Emile Lahoud, no Palácio do Itamaraty. "Eu quero primeiro ouvir o que o meu partido tem a dizer sobre o assunto e estou muito cauteloso para não ser mal-interpretado por não ter sido escolhido ministro ou líder. Mas eu sempre assinei todos os pedidos de CPI, inclusive contra o meu próprio governo", afirmou Maguito Vilela, referindo-se às suspeitas que surgiram em seu governo, em Goiás.Para o senador, o assunto está longe de ser encerrado, ao contrário da opinião do ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu. "Esse episódio só será encerrado a partir dos esclarecimentos que surgirem daqui em diante. O caso é grave, deve ser investigado, seja lá quem for o envolvido, porque ninguém no governo é intocável ou está acima do bem e do mal", disse.

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