Magno Malta nega intenção de prejudicar o governo

O líder do PL no Senado e autor do requerimento de criação da CPI dos Bingos, protocolado às 10h18 de hoje na Mesa do Senado, Magno Malta (ES), disse que, em nenhum momento, teve a intenção de se rebelar ou de prejudicar o governo com a iniciativa. Ele assegurou que seu interesse é o de abrir a "caixa preta da jogatina no País, onde ocorrem crimes de lavagem e de desvio de recursos". O senador queixou-se de certo noticiário da imprensa segundo o qual ele teria tentado negociar a não-apresentação do requerimento de criação da CPI em troca da mudança da posição do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), que vetou a compra da companhia de chocolates Garoto pela multinacional Nestlé. "O filho de uma faxineira que chega a senador não pode recuar em suas propostas, senão não vale nada", argumentou, referindo-se a sua mãe, Dona Dadá, lembrando já ter contado, no plenário do Senado, que sua mãe sonhou, muitos anos atrás, que ele ocuparia um cargo no Senado. Malta disse concordar com a convocação do ex-secretário de Assuntos Parlamentares Waldomiro Diniz mas, ao contrário do que defende a senadora Heloísa Helena, acha desnecesário ouvir o ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu. "Tenho a certeza absolutga de que Zé Dirceu não tem nada a ver com isso", afirmou Malta. "O que ocorre é que ele levou uma bola nas costas, de um dos muitos waldomiros que existem em todo o País". Sobre a possibilidade de o governo tentar obstruir a instalação da CPI, o senador disse que, se isso o correr, caberá à maioria dos senadores reagirem, não o deixando sozinho. Ele reconheceu que a senadora Heloísa Helena teve papel importante para possibilitar a criação da CPI, pelo seu empenho em coletar, ontem à noite, novas assinaturas de apoio à iniciativa.

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