Maggi reclama que governo usa 'dois pesos e duas medidas' para aliados

Para senador do MT, as denúncias contra a Agricultura são mais graves do que as que atingiram os Transportes e Dilma não é coerente ao poupar a pasta controlada pelo PMDB

Eduardo Bresciani, do estadão.com.br

08 de agosto de 2011 | 18h47

BRASÍLIA - O senador Blairo Maggi (PR-MT) explicitou nesta segunda-feira, 8, o descontentamento de seu partido pela forma como o governo tem agido em relação a denúncias de corrupção. Depois de ser alvo de uma "faxina" nos Ministérios dos Transportes, o PR esperava que a presidente Dilma Rousseff usasse o mesmo expediente a tratar de denúncias contra outro partidos. Para Maggi, ao poupar a pasta da Agricultura, nas mãos do PMDB, Dilma não está sendo coerente.

 

"Eu disse lá atrás que o governo tinha errado na mão conosco. Depois daquilo se esperava que ela fosse para cima em todos os casos. O que nós queremos é que se dê o mesmo tratamento que teve no caso do PR, de limpar, tirar fora e depois discutir. Se não, fica dois pesos e duas medidas", disse Maggi.

 

Ele afirmou serem mais graves as denúncias apresentadas na área do ministério da Agricultura do que as que levaram à demissão de 27 pessoas nos Transportes. "As denúncias que vieram nos Transportes não tinham conteúdo. Agora (na Agricultura) tem endereço nome e CPF, tem mais embasamento. Espero que o governo faça o afastamento de todos os citados".

 

Apesar dos ataques, Maggi nega que esteja pedindo diretamente a saída do ministro Wagner Rossi. Para ele, o que não pode é haver tratamento diferenciado. "Não vou pedir demissão de ninguém. Só quero que o mesmo tratamento dado ao PR o governo dê ao PMDB, ao PP, ao PTB, ao PT, em qualquer lugar que apareça denúncia".

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.