Mãe do copiloto viu 'sonho acabar' pela televisão

Vítima do acidente desta quarta-feira, Geraldo Magela da Cunha faria 45 anos no dia 15 de setembro e seria pai pela segunda vez

Alex Capella, O Estado de S. Paulo

14 de agosto de 2014 | 18h09

Odete Ferreira da Cunha, 73, mãe do copiloto Geraldo Magela Barbosa da Cunha, 44, morto no acidente aéreo em Santos, no litoral paulista, que vitimou o candidato do PSB à Presidência da República, Eduardo Campos, na última quarta-feira, 13, disse nesta quinta-feira, 14, que viu o "sonho do filho acabar" pela televisão.

Na hora do acidente, Odete estava na sala de espera de um consultório médico, em Governador Valadares, no Leste de Minas Gerais, onde mora. Com a voz embargada, Odete lembrou que Magelinha, como era chamado por familiares e amigos mais íntimos, completaria 45 anos no dia 15 de setembro. Segundo ela, como muitos valadarenses, ele migrou para os Estados Unidos no fim dos anos 1980 para estudar e realizar o sonho de ser piloto de avião. "Estava no médico quando vi a notícia."

Desde de criança, meu filho dizia que tinha o sonho de se tornar piloto de avião. Vi isso acabar pela televisão", disse Odete. O copiloto era casado, tinha um filho de 4 anos e a esposa, Joseline, está em New Jersey, nos Estados Unidos, grávida de uma menina. Ela viajaria para o Brasil, na próxima segunda-feira, para se encontrar com o marido e familiares. Porém, antecipou o retorno com a notícia do acidente. 

Segundo Eduardo Cunha, irmão de Geraldo Magela, o copiloto gostava tanto de voar que praticava voo livre em Valadares. "O sonho dele era ser piloto de avião, então estudou para isso e conseguiu. Ele era muito competente e experiente como piloto", assegurou.

Sete pessoas morreram no acidente, além de Campos, o piloto, o copiloto e assessores da campanha. Eduardo Cunha disse que não sabia que o copiloto estava trabalhando no voo acidentado e não confirmou se o irmão teria aceitado substituir um colega no trecho para Santos.

"Fiquei sabendo que ele estava no avião por uma tia que me ligou de Timóteo e disse que ele estava trabalhando para esse homem (EduardoCampos) que morreu no acidente. Na hora, não acreditei", afirmou.

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