Mãe de Loures se recusa a depor na PF

Após convocação pela Polícia Federal, defesa alega que Código Penal não determina obrigação a pais de filhos investigados

Julia Lindner e Breno Pires, O Estado de S.Paulo

07 de junho de 2017 | 16h31

BRASÍLIA  - A mãe do ex-deputado federal Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que se recusa a prestar depoimento à Polícia Federal como testemunha no inquérito em que o filho e o presidente Michel Temer são investigados no Supremo. O pedido à Corte é para que seja cancelado depoimento.

A defesa de Vera Lilia Santos da Rocha Loures diz que ela foi surpreendida ao ser informada, por telefone, de que a PF pretende ouvi-la. Segundo os advogados, ela "é mãe, do lar, não reside nem participa da vida quotidiana de seu filho" e não tem conhecimento da investigação.

A defesa cita um trecho do Código de Processo Penal que diz que pais não são obrigados a depor "quando não for possível, por outro modo, obter-se ou integrar a prova do fato e de suas circunstâncias".

"Diante disso, a requerente vem manifestar expressamente sua recusa em prestar depoimento, o que faz com fundamento no artigo 206 do CPP, sobretudo porque não tem absolutamente nada a esclarecer sobre os fatos investigados, requerendo o cancelamento de sua oitiva em sede policial", diz Cezar Roberto Bitencourt, um dos seis advogados que subscrevem o pedido da defesa.

Não está informado na petição o motivo alegado pela Polícia Federal para a convocação para o depoimento.

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