Mãe de Carlinhos Cachoeira morreu, diz deputado tucano

Carlos Alberto Leréia (PSDB-GO), amigo do contraventor, informou em sua página pessoal no Twitter sobre a morte de Maria de Almeida Ramos

do estadão.com.br

16 de abril de 2012 | 11h10

A mãe do contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, morreu nesta segunda-feira, 16, segundo informou o deputado federal Carlos Alberto Leréia (PSDB-GO), amigo de Cachoeira. Maria José de Almeida Ramos é velada em Anápolis, segundo informoou o deputado em seu perfil no Twitter.

O contraventor, preso desde fevereiro deste ano, é suspeito de liderar uma organização criminosa que explorava jogos de azar no entorno de Brasília. Em fevereiro, a Polícia Federal o prendeu no decorrer da Operação Monte Carlo, que investigava o grupo ligado ao contraventor.

De acordo com o relatório da PF, o esquema teria movimentado ao menos R$ 400 milhões nos últimos seis anos. Entre os supostos crimes estão contrabando, exploração de jogos de azar, corrupção e lavagem de dinheiro. O grupo teria 59 empresas em 45 ramos diferentes, que seriam usadas para lavar dinheiro. Algumas delas também atuavam em São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Tocantins.

As escutas feitas durante a investigação indicam a participação de políticos e agentes públicos no esquema. Parte das gravações, mencionou, por exemplo, o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) e ao menos quatro deputado, entre eles Alberto Leréia (PSDB). Os demais são Rubens Otoni (PT), Carlos , Sandes Jr. (PP), também goianos, e Stepan Nercessian (PPS-RJ). As relações políticas de Cachoeira devem se tornar alvo de uma CPI mista no Congresso, que está em processo de coleta de assinaturas na Câmara e no Senado.

Cachoeira ficou conhecido no cenário político em 2004, quando Waldomiro Diniz, então assessor de José Dirceu (PT) foi flagrado em vídeo pedindo dinheiro ao contraventor.

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