Reprodução de redes sociais
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Mãe de Bolsonaro morre aos 94 anos em Registro

Anúncio foi feito pelo presidente em sua conta no Twitter; Olinda Bolsonaro estava internada desde segunda-feira, 17

Jessica Brasil Skroch, O Estado de S.Paulo

21 de janeiro de 2022 | 03h46
Atualizado 21 de janeiro de 2022 | 16h22

Olinda Bonturi Bolsonaro, mãe do presidente Jair Bolsonaro, morreu na madrugada desta sexta-feira, 21, aos 94 anos. Ela estava internada no Hospital São João, em Registro (SP), desde segunda-feira, 17. 

“Com pesar o passamento da minha querida mãe. Que Deus a acolha em sua infinita bondade. Nesse momento me preparo para retornar ao Brasil”, escreveu o presidente no Twitter. Bolsonaro estava em visita oficial no Suriname e cumpriria hoje uma agenda de encontros com autoridades da Guiana, mas que foi cancelada.

O presidente desembarcou no começo da tarde em São Paulo e seguiu para Eldorado (SP), onde acompanha o velório da mãe. O enterro ocorre ainda hoje. Segundo a prefeitura local, o velório teve início por volta das 10h30, no Salão Paroquial, na Praça Nossa Senhora da Guia. Não há, até este momento, boletim médico oficial confirmando o motivo da internação ou do falecimento. Um funcionário da prefeitura de Eldorado, que pediu para não ser identificado, informou apenas que Olinda foi internada com um quadro de desidratação e infecção urinária. De acordo com o portal G1, a mãe do presidente morreu após sofrer duas paradas cardiorespiratórias. 

Na publicação em que anunciou a morte da mãe, Bolsonaro fez uma homenagem com um vídeo de fotos de Olinda ao lado da família.  

A mãe de Bolsonaro morava em Eldorado, na região do Vale do Ribeiro, onde Bolsonaro viveu até a adolescência. O presidente chegou a visitá-la três vezes na cidade depois de ter sido eleito. A última vez foi em agosto do ano passado, quando estava acompanhado dos três filhos mais velhos, o senador Flávio Bolsonaro, o deputado Eduardo Bolsonaro e o vereador Carlos Bolsonaro. 

Na ocasião, o presidente disse em entrevista que a mãe enfrentava problemas de saúde. “Minha mãe está com 94 anos. Ela não me reconhece mais", afirmou ao SBT. “Ela teve um problema grave de sangramento nos últimos dias e resolvi visitá-la. Pode ser que seja a última vez. É a vida, é o nosso destino”, completou Bolsonaro. Olinda havia sido vacinada com duas doses contra covid no ano passado, mas a prefeitura de Eldorado não confirmou se ela recebeu a dose de reforço.

Bolsonaro é o terceiro de seis irmãos. Seu pai, Percy Geraldo Bolsonaro, faleceu ainda nos anos 1990. Geraldo era dentista prático, o que levou a família a viver em várias cidades até se fixar em Eldorado. Nascido em Glicério (SP), Jair Bolsonaro trocou São Paulo pelo Rio de Janeiro ao optar pela carreira militar. 

 A ministra Damares Alves, da Mulher e dos Direitos Humanos, prestou solidariedade ao presidente e disse que ele foi um "filho extraordinário" para Olinda. Damares também desejou forças para a primeira-dama, Michelle, e para os filhos do chefe do Executivo. 

O ministro Marcelo Queiroga, da Saúde, também prestou suas condolências e descreveu Olinda Bolsonaro como um "exemplo a ser seguido por sua força e coragem". A deputada bolsonarista Janaina Paschoal desejou que a mãe do presidente "seja bem recebida na pátria espiritual".

A morte também foi lamentada pela Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência. "Que Nosso Senhor acolha a alma de Dona Olinda e ampare o senhor Presidente e demais familiares", publicou o perfil do órgão no Twitter.

Outros políticos, inclusive prováveis rivais na sucessão presidencial, como Ciro Gomes (PDT), também prestaram solidariedade à família Bolsonaro.

 

Trajetória

O presidente é descendente de imigrantes italianos, pelo lado da mãe, e de alemãos e italianos, por parte de pai. Dentista prático, Percy Geraldo Bolsonaro viajava muito a trabalho, levando a família a morar em diferentes municípios. Jair viveu em três cidades até que a família optou por permanecer em Eldorado, no interior paulista. Aos 19 anos, ele se mudou para Resende (RJ), onde cursou a Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN).

Segundo a prefeitura de Eldorado, Olinda foi imunizada com a primeira dose da Coronavac em fevereiro de 2020. O imunizante, desenvolvido pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, ligado ao governo paulista, foi alvo de críticas do presidente durante a pandemia. A Secretaria Municipal de saúde confirmou a aplicação também da segunda dose da vacina, mas não esclareceu se a mãe do presidente chegou a receber a dose de reforço.  

 

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