Maduro liga para Dilma e comunica adiamento da posse na Venezuela

O vice-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, telefonou para a presidente Dilma Rousseff na noite desta quarta-feira e comunicou a aprovação pela Corte Suprema do adiamento da posse de Hugo Chávez, hospitalizado em Cuba por complicações de cirurgia de um câncer, informou à Reuters uma fonte da Presidência brasileira.

Reuters

09 de janeiro de 2013 | 21h05

O telefonema, de cerca de cinco minutos, segundo a fonte, que falou sob condição de anonimato, ocorre um dia antes da data marcada para a posse de Chávez em seu quarto mandato como presidente. Dilma estava acompanhada do assessor internacional da Presidência, Marco Aurélio Garcia.

Dilma agradeceu a deferência do vice-presidente, que deve, ao lado do gabinete atual, continuar trabalhando normalmente no novo mandato, após a decisão do Tribunal Supremo de Justiça desta quarta sobre a legalidade do adiamento da posse.

A Corte determinou que o adiamento da posse de Chávez para o período de 2013 a 2019 é constitucional e determinou que tanto o presidente como seu gabinete continuem trabalhando no novo mandato que começa em 10 de janeiro.

Segundo a fonte, a presidente brasileira perguntou sobre o estado de saúde de Chávez --"estável", segundo Maduro-- e desejou melhoras.

Ela sinalizou ainda que pode manter um encontro com Maduro ao final do mês, caso ele represente a Venezuela na cúpula Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), em Santiago do Chile, encontro que terá a presença de Dilma.

No início da semana, Garcia havia afirmado a jornalistas que o Brasil não considera haver quebra constitucional na decisão de adiamento da posse e demonstrou que o Brasil apoia uma continuidade da gestão Chávez até o caso de se demonstrar sua incapacidade permanente para ocupar a Presidência.

O Brasil não enviará representantes à Venezuela para a cerimônia desta quinta-feira.

(Reportagem de Ana Flor)

Tudo o que sabemos sobre:
POLITICADILMAMADURO*

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.