Maduro diz que EUA e Europa fazem 'campanha midiática' e estão por trás de 'golpe' no Brasil

Em pronunciamento em TV venezuelana, presidente afirmou que há em curso um 'plano imperialista' para tomar América Latina

Roberta Pennafort, O Estado de S.Paulo

17 de maio de 2016 | 14h28

RIO - O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, disse nesta terça-feira, 17, em entrevista à imprensa local e internacional transmitida pela rede de TV Telesur, que o afastamento da presidente Dilma Rousseff é um "golpe de Estado no Brasil". Para o líder venezuelano, a "campanha midiática e política" contra seu governo fazem parte de um mesmo plano imperialista capitaneado pelos Estados Unidos e "pelos núcleos de capital que governam a União Europeia".

"Como elites colonizadoras, eles têm complexo de superioridade. É a geopolítica do império de reconquista da América Latina e do Caribe. Onde eles não podem governar, dividem, criam o caos. Conseguiram a suspensão da presidente Dilma Rousseff de maneira injusta e desproporcional. Os elementos de que a acusaram não se sustentam. Nós estamos observando e denunciando essa campanha, que tem vários epicentros, e um deles é Madri, as oligarquias da Espanha", afirmou. A imprensa brasileira no Rio foi convidada a acompanhar a entrevista, dada em Caracas, no consulado venezuelano na cidade.

Na semana passada, Maduro declarou estado de emergência no país para fazer frente a um suposto golpe de Estado que ele alega que estaria sendo planejado no exterior. Também na semana passada, com o impeachment de Dilma e a declaração do Ministério das Relações Exteriores já sob a gestão de José Serra de crítica a seu posicionamento sobre o afastamento, Maduro pediu ao embaixador do país no Brasil,  Alberto Castellar, que regressasse a Caracas.

 

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