Madre Paulina é canonizada em Roma

O Brasil ganhou sua primeira santa, Madre Paulina do Coração Agonizante de Jesus, às 10h32 deste domingo - 5h32 do horário brasileiro -, quando 20 mil pessoas ocupavam metade da praça São Pedro, em Roma, para assistir a cerimônia de canonização presidida pelo papa João Paulo II. O presidente Fernando Henrique Cardoso, de terno escuro, e a primeira-dama Ruth Cardoso, de vestido e chapéus pretos, ocupavam a primeira fila entre as autoridades civis e diplomatas, ao lado esquerdo do altar. Entre os cardeais brasileiros, se encontravam o arcebispo de São Paulo, D. Claudio Humes, e o ex-arcebipso de Salvador, D. Lucas Moreira Neves, que vive em Roma depois de ter renunciado à presidência da Congregação para os Bispos da Itália. Mais de 2,5 mil peregrinos brasileiros tomaram uma das áreas reservadas aos convidados no meio da praça. Agitando bandeiras com as cores do País, faixas e cartazes, eles interromperam o papa duas vezes com vivas para Madre Paulina. No fim da cerimônia, um grupo cantou o hino nacional. Fernando Henrique acompanhou atentamente o evento, com um pequeno livro de texto em latim e italiano distribuído pelo cerimonial. Ruth Cardoso passou boa parte do tempo admirando a fachada da Basílica de São Pedro. Entre os convidados brasileiros estavam os governadores de São Paulo, Geraldo Alckmin, e de Santa Catarina, Espiridião Amin, representando os dois estados onde viveu Madre Paulina. Fernando Henrique Cardoso, a maior autoridade política presente, se ajoelhou e beijou a mão do papa ao final da missa. Depois de uma semana de muito sol e calor, Roma amanheceu neste domingo com o céu nublado. Uma chuva fina começou a cair por volta das 10h30 e ficou mas forte em seguida, com muitas trovoadas. Dezenas de pessoas saíram da praça antes da cerimônia por causa do mau tempo.

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