Madeireiros contestam dados de sonegação apontados pelo Ibama

As principais associações de madeireiros do Pará decidiram quebrar o silêncio sobre as denúncias de adulteração e falsificação que envolvem 182 empresas com 1.263 Autorizações de Transporte de Produtos Florestais (ATPFs) do setor, divulgadas na quinta-feira pela direção do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) no Estado, afirmando que apenas 1% das madeireiras fraudam os documentos.Para a Associação das Indústrias Exportadoras de Madeira (Aimex) e a União das Entidades Florestais do Pará (Uniflor) a divulgação da auditoria feita pelo Ibama apenas "referenda a legalidade do setor no Estado", acrescentando que as 182 empresas acusadas de fraudes representam 9,85% das serrarias paraenses. "A verdade desses números é que 90,15% das empresas estão atuando dentro da lei", disse o vive-presidente da Aimex, Roberto Pupo.O total de ATPFs emitidas por ano no Pará pelo Ibama, segundo ele, é de 180 mil. Por conta disso, os documentos adulterados representariam 0,7% do total que circula no Estado. Sobre a sonegação de R$ 45 milhões em impostos, Pupo demonstrou surpresa. "O setor contribui com R$ 100 milhões por ano e eu gostaria de saber de onde o Ibama retirou esse número que deixaria as empresas com quase 50% de sonegação".O presidente do Sindicato da Indústria Madeireira do Vale do Acará (Simava), Jaldeci Pancieri, prometeu hoje que se o impasse entre o Ibama e os madeireiros não for resolvido logo, o centro de Belém será inundado em menos de 48 horas por caminhões e tratores numa "megamanifestação". Levantamento feito pelo Instituto do Meio Ambiente e do Homem da Amazônia (Imazon) aponta que mais de 80% da madeira extraída na região tem origem ilegal.

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