Madeireira do Pará é acusada de invadir terras da União

A Polícia Federal do Pará está investigando denúncia contra a Madeireira Marajoara, de Novo Progresso, no sudoestedo Estado, acusada de montar uma milícia armada para invadir terras da União e promover a extração ilegal de madeira. De acordo com o empresário Adécio Piran, proprietário do jornal "Folha do Progresso", que circula naquele município, o caso já é do conhecimento das autoridades do Ministério do Desenvolvimento Agrário e do Ibama, em Brasília. Para retirar a madeira da floresta, segundo Piran, a Marajoara teria montado uma cooperativa de fachada, conhecida por Comajal. Depois disso, os madeireiros passaram a controlar duas estradas com aproximadamente 300 km cada uma dentro das terras da União Federal. "Na área existe uma guarita com pistoleiros fazendo revistas noscarros. Lá, só entra e sai quem eles querem", afirma Piran. Na semana passada, foi invadida uma nova área da União, conhecida por Pantanal. Durante a invasão, que teria sido comandada pelo segurança da Marajoara conhecido por Robertão, um ex-policial civil de Mato Grosso, famíliasde trabalhadores rurais que viviam nas terras foram expulsas sob a mira de armas. No ano passado, durante operação realizada pela Polícia Federal, Ibama, Ministério Público Federal e Incra, a guarita montada pela madeireira dentro das terras da União foi desmontada. Mas bastou os agentes federais saírem de Novo Progresso para que ela voltasse a funcionar. Embora procurados, os proprietários da empresa não foram localizados para se defenderem das acusações. Um funcionário da Marajoara disse apenas que seus patrões estavam viajando.

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