Madeira critica decisão do STF sobre professores

O líder do governo na Câmara, Arnaldo Madeira (PSDB-SP), criticou hoje, durante a reunião do presidente da Casa com os líderes partidários, a decisão do Supremo Tribunal Federal de autorizar o pagamento dos salários de setembro e outubro aos professores universitários em greve. "O presidente do Supremo (Marco Aurélio de Mello) deve assumir a responsabilidade pelo impasse. Estamos diante de uma decisão muito grave. A decisão não foi séria", afirmou Madeira. Segundo ele, com a decisão do Supremo, o único risco do grevista é aumentar o salário. "Ele fica em casa, vai para a praia e recebe o salário", disse o líder. "Há um impasse. Não sei por onde caminhar", admitiu. Durante a reunião que foi realizada na residência do presidente da Câmara, os líderes partidários discutiram fontes de recursos para atender as reivindicações dos professorees grevistas, que querem R$ 26 milhões, além dos R$ 350 milhões já garantidos no orçamento do próximo ano para os reajustes salariais. Segundo o presidente da Câmara, Aécio Neves, é possível se chegar aos R$ 26 milhões por meio de uma emenda que seria apresentada pelas comissões de Educação do Congresso. O problema é que esses recursos sairiam das próprias universidades, o que não é aceito pelos professores. Aécio Neves disse que hoje à tarde a questão da greve dos professores universitários será discutida em reuniões no Congresso e no Ministério da Educação.

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