Maconha transgênica está entrando no Brasil

Um novo tipo de droga está chegando ao Brasil: a maconha transgênica. A revelação foi feita na tarde desta terça-feira pelo juiz Walter Fanganiello Maierovitch, ex-titular da Secretaria Nacional Antidrogas e presidente do Instituto Falconi, especialista em crimes transnacionais.Em entrevista concedida à reportagem da Rádio Jovem Pan/AM, ele disse que a nova modalidade da maconha foi encontrada na Europa entre o fim de março e o início deste mês. Segundo o juiz, a maconha transgênica já estaria sendo cultivada no Brasil.A nova droga provém de uma semente geneticamente alterada e está sendo levada para os países da Europa pelas máfias da Albânia e da Nigéria, países onde também é feita a plantação. O ex-secretário comentou ainda a questão das drogas sintéticas que estão se consolidando no ´mercado´, como, por exemplo, o ecstasy, tanto na forma de comprimidos como em líquido."Elas são mais potentes do que a cocaína e fabricadas em laboratórios de fundo de quintal, o que gera custos menores para os produtores. As máfias internacionais já rotularam esses entorpecentes como as ´drogas da diversão´, as ´drogas das discotecas´, disseminando para os usuários a falsa idéia de que, usadas somente nos fins de semana, essas drogas são excitantes e não causam dependência química.?Maierovitch abordou a diferença entre os preços dos entorpecentes. Enquanto uma pastilha de ecstasy na Europa custa 1 euro, o equivalente a R$ 2,00, o preço de um pacotinho com cocaína é de 20 euros, cerca de 40,00. "Uma droga mais potente, como o ecstasy, é vendida por 1 euro contra uma droga menos potente, no caso a cocaína, que é comercializada por 20 euros. Então, existe também todo esse aspecto da economia." O especialista declarou que, de acordo com projeção feita Instituto Falconi, os dependentes químicos dos países do Terceiro Mundo, como o Brasil, terão à disposição entorpecentes conforme o poder aquisitivo. Serão as drogas ´naturais´ e as semi-sintéticas, como cocaína e heroína, que já estão sobrando no mercado, e devem chegar ao País, as sintéticas, como o ecstasy.

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