Maciel designa líder do PSDB relator do caso Renan na CCJ

Relator do caso dos 'laranjas' recomendou cassação de Renan; cabe à CCJ decidir se é ou não constitucional

Rosa Costa, do Estadão

19 de novembro de 2007 | 13h01

O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, senador Marco Maciel (DEM-PE), acaba de designar o líder do PSDB, senador Arthur Virgílio (AM), para ser o relator, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), do processo contra o presidente licenciado da Casa, senador Renan Calheiros (PMDB-AL).  Veja também: Cronologia do caso  Entenda os processos contra Renan  Conselho recomenda cassação de Renan no 3º processoÍntegra do relatório do senador Jefferson PéresConselho arquiva caso Schincariol contra Renan  O Conselho de Ética do Senado aprovou na quinta-feira, por 9 votos a 3, relatório do senador Jefferson Péres (PDT-AM) que pede a cassação de Renan. Cabe à CCJ do Senado decidir se o pedido é ou não constitucional.  A comissão deverá votar o relatório de Péres em reunião marcada para quarta-feira A votação do pedido de cassação de Renan pelo plenário do Senado está prevista para a próxima quinta-feira.   Acordo para sair O afastamento definitivo do senador Renan  da presidência do Senado antes da votação do pedido de cassação, marcada para a próxima quinta-feira, 22, é apontado como ponto pacífico entre os aliados do Planalto. O próprio Renan já conversou com alguns colegas sobre essa estratégia, que também foi acertada com o governo. A votação refere-se ao processo em que Renan é acusado de usar "laranjas" na compra de duas emissoras de rádio e um jornal em Alagoas. A renúncia do peemedebista do comando do Senado, segundo fontes ouvidas pela Agência Estado, pode facilitar sua absolvição pelo plenário e se enquadra no roteiro definido pelo governo para aprovar a emenda constitucional que prorroga a CPMF até 2011.  A renúncia de Renan obriga o presidente interino, senador Tião Viana (PT-AC), a convocar nova eleição para a presidência cinco dias úteis depois do pedido de afastamento. Isso acontecerá, portanto, antes da votação do primeiro turno da CPMF, prevista para o período de 6 a 11 de dezembro. O Planalto não quer um clima de tensão no Senado para não sofrer revés, já que enfrentará uma situação difícil e uma votação apertada para renovar o imposto do cheque. Por isso mesmo, senadores do PMDB e do PSB advertem que o governo não pode fazer movimentos bruscos no Senado, sob pena de deflagrar uma disputa indesejável para o comando da Casa. 

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