Maciel apoia TSE; Tasso teme intromissão

A cassação pela Justiça Eleitoral de mandatos de governadores divide opiniões no Senado. Para uns, a cassação não pode se transformar em uma rotina. Para outros, a perda do mandato por uso indevido da máquina pública tem efeito pedagógico e vai inibir a mesma prática nas eleições de 2010. Em 15 dias, a Justiça determinou a cassação dos mandatos de Cássio Cunha Lima (PSDB), ex-governador da Paraíba, e de Jackson Lago (PDT), do Maranhão."O fato de a Justiça afastar governadores sob esses fundamentos de uso da máquina vai fazer com que essas práticas não se repitam nas próximas eleições. A punição tem efeito inibidor", disse o ex-vice presidente da República e ex-governador de Pernambuco, senador Marco Maciel (DEM).Ex-governador do Ceará, o senador Tasso Jereissati (PSDB) defendeu mudanças na atual legislação para que fiquem mais claros os casos de abuso da máquina pública. "Daqui a pouco quem vai escolher governador vai ser o Ministério Público e a Justiça. Cassação é coisa muito grave para virar rotina", argumentou Tasso. Para o líder do DEM no Senado, José Agripino Maia (DEM), a disputa à reeleição sem desincompatibilização é outro agravante. "A reeleição com o titular no exercício do cargo pressupõe o uso da máquina pública e é isso que a Justiça Eleitoral quer coibir: eliminar o desequilíbrio no processo eleitoral."

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