Maciel acha difícil reforma política até 2002

As três reformas propostas pelo governo - tributária, jurídica e política - que deveriam ser realizadas durante mandato do presidenteFernando Henrique Cardoso podem não ser concluídas até o fim de 2002, segundo afirmou hoje ovice-presidente, Marco Maciel.?É possível concluir a reforma tributária e a jurídica também está encaminhada. Talvez o maior desafio sejam as mudanças políticas, porque terão um impacto muito grande para a vida social brasileira e para a própria economia, por definirem as regras do jogo da estabilidade?, disse Maciel.A resposta foi dada a uma pergunda do diretor do Estado Júlio César de Mesquita, sobre a possibilidade de as metas serem cumpridas em menos de dois anos para o fim do mandato, durante a Reunião de Meio de Ano da Sociedade Interamericanade Imprensa (SIP).?Para que as reformas políticas sejam possíveis, será necessária a participação da imprensa,porque elas necessitam de ampla discussão na sociedade?, completou o vice-presidente. Macielacrescentou também que o governo já conseguiu realizar muitas reformas e que este é um processocomplicado pelo fato de o Brasil ter uma Constituição com quase 300 artigos. Ele defendeu que, ainda assim, foi possível criar várias emendas que trouxeram a abertura da economia e quebraram monopólios.Durante seu discurso na reunião da SIP, onde representou o presidente Fernando Henrique, Macieldestacou que o encontro ocorre num momento de estabilidade econômica e política, que também épositivo para a imprensa, ?a irmã siamesa da democracia?. De acordo com ele, a imprensabrasileira é uma das mais ativas do mundo e concilia muito bem a tradição e a inovação.SudeneO vice-presidente disse ainda que, na terça-feira, haverá uma reunião do ministro daIntegração Regional, Fernando Bezerra, com todos os governadores do Nordeste para discutir ofechamento da Sudene. ?O governo deseja discutir essas questões relativas ao desenvolvimento regional e não houve nenhuma decisão do presidente Fernando Henrique, pelo o que eu sei, para que se estinga a Sudene, o que se cogita é um processo de modernização da instituição?, afirmou.Qualquer que seja a decisão da reunião, no entanto, a questão será encaminhada ao Congresso para aprovação. Ele mesmo deverá estar presente à reunião por indicação do presidente.Quando perguntado sobre quem seria o candidato do PFL nas próximas eleições presidenciais,Maciel desconversou: ?O tempo agora é o da administração, vai chegar o tempo da sucessão?,disse.

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