Machado deixa liderança do PSDB no Senado

A bancada do PSDB destituiu o senador Sérgio Machado (CE) do cargo de líder do partido no Senado. Até amanhã, quando será escolhido o novo líder, a função será exercida pelo senador Pedro Piva (SP), vice-líder dos senadores tucanos. Os senadores Geraldo Melo (RN) e Romero Jucá (RR) disputam o lugar de Machado. Jucá é líder interino do governo. Para o lugar de Jucá, deverá ser indicado pelo Palácio do Planalto o senador Arthur da Távola (RJ), que reassume hoje a sua cadeira no Senado. Ele vinha ocupando a Secretaria de Cultura da Prefeitura do Rio de Janeiro. Arthur, que chegou a romper com o Palácio do Planalto, aproximou-se novamente do presidente Fernando Henrique Cardoso quando os partidos de oposição insistiram na criação de uma CPI para investigar a ajuda do governo aos bancos particulares, por intermédio do Programa de Reestruturação do Sistema Financeiro (Proer). Sérgio Machado deixa o cargo de líder do PSDB em meio a uma disputa regional com o governador do Ceará, Tasso Jereissati, com o qual rompera havia um ano. Mesmo assim, vinha conseguindo manter-se no cargo de líder. Mas, no sábado, compareceu a uma reunião da cúpula do PMDB na casa do líder do partido, Renan Calheiros (AL). Comportou-se como se já estivesse no PMDB, partido ao qual pretende se filiar até outubro. Essa atitude revoltou o governador Jereissati. Ele conversou com o presidente dos tucanos, o deputado José Aníbal (SP), e os dois iniciaram uma ofensiva para tirar Machado do cargo. Ainda na noite de segunda-feira, o senador Luiz Pontes (CE) ligou para todos os tucanos senadores, chamando-os para uma reunião em Brasília. Disse que deveriam tratar do cargo de líder. Machado, ao saber da ação de Pontes, antecipou-se e convocou o encontro para o início da noite. E entregou o cargo.

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