Maceió: ex-deputado Talvane Albuquerque se diz inocente

O depoimento mais aguardado na fase de interrogatórios dos réus no julgamento do assassinato da deputada alagoana Ceci Cunha e de três familiares, que ocorre desde ontem (segunda-feira) na sede da Justiça Federal em Alagoas, em Maceió, foi o mais longo de todos.

TIAGO DÉCIMO, Agência Estado

17 de janeiro de 2012 | 23h10

Após 4 horas e 20 minutos, o ex-deputado Talvane Albuquerque Neto, acusado de ser o mandante do crime, alegou não ter motivos para assassinar a ex-colega de Câmara. Disse, ainda, que não era amigo de Ceci, mas que mantinha com ela uma relação de respeito. "Depois da campanha de 1998, ela parou de me cumprimentar, mas essas coisas são normais. Essas intriguinhas, tão comuns na política, jamais seriam motivo para um crime desses."

O ex-deputado também pediu "critério" aos jurados. "Tenho 55 anos e uma condenação dessas, no meu caso, é prisão perpétua", alegou. "Peço que os senhores jurados tenham critério para analisar (as provas)."

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