Má conservação de rodovia pode levar à prisão de diretor

O procurador Jefferson Aparecido Dias, do Ministério Público Federal (MPF), protocolou junto ao juízo federal de Marília, pedido de prisão do diretor geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (DNIT), Mauro Barbosa da Silva, e do superintende estadual do órgão, Antonio Teixeira Mirabolim, por desrespeito à sentença de 19 de maio de 2004, que determina a realização de reparos na rodovia BR-153, trecho que Lins a Ourinhos. A petição foi apresentada ao juiz Alexandre Carneiro Lima, que abriu prazo de cinco dias para os acusados apresentarem suas defesas. A BR-153, também conhecida como Rodovia Transbrasiliana, foi transformada em caso de polícia e Justiça em 1999, quando o MP ajuizou a primeira ação com o objetivo de garantir sua conservação. O trecho de 32 quilômetros, entre Marília e Getulina, esteve interditado de agosto de 2004 e julho de 2005 por conta de seu mau estado. A liberação deu-se depois que o Exército realizou obras de tapa-buracos na área e o DNIT comprometeu-se a fazer reformas e manutenção. O procurador Jefferson Dias afirma que o órgão federal, em vez de continuar os reparos, abandonou a estrada, "transformando-a numa arma letal a ceifar a vida dos cidadãos que dela se utilizam". Por essa razão, pediu a prisão dos responsáveis. No Estado de São Paulo, a estrada faz a interligação das regiões de Ourinhos, Marilia e São José do Rio Preto. Como tem seu começo em Porto Alegre (RS) e o fim em Belém (PA), também atende ao tráfego interestadual. Durante seu período de interdição, o desvio do tráfego provocou danos a várias rodovias estaduais, que serviram como alternativas.

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