Lyra diz não querer fazer acareação com Renan

Principal testemunha no processo no Conselho de Ética que acusa o presidente licenciado do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), de usar "laranjas" na compra de empresas de comunicação, o usineiro e ex-deputado João Lyra disse que não pretende ser acareado com o senador alagoano. João Lyra seria sócio de Renan nas empresas. O usineiro, no entanto, prontificou-se a colaborar com as investigações, desde que não tenha de comparecer ao Conselho de Ética. Na conversa que tiveram hoje com o relator desta representação, Jefferson Péres (PDT-AM), os advogados de Lyra, Fábio Ferrário e Arnaldo Cansanção, alegam que, por problemas de saúde e da idade avançada, falta a Lyra condições física e emocional para se expor num depoimento ao colegiado. "Ele teme ser vítima de interrogações agressivas", avaliou Péres. A posição de Lyra inviabiliza a acareação com Renan que seria proposta pelo relator. Péres pediu ao usineiro que se manifeste por escrito e que, se for o caso, apresente documentos que ainda não foram entregues ao corregedor do Senado, Romeu Tuma (PTB-SP). Outra alternativa em exame é a do relator se deslocar até Alagoas, acompanhado por membros do Conselho, para ouvi-lo.

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