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Luta pela recuperação da Petrobrás é do meu governo, afirma Dilma

Presidente saiu em defesa da estatal, assolada por denúncias de corrupção investigadas na Operação Lava Jato, durante anúncio do novo ministro da Educação

Ricardo Brito, Rafael Moraes Moura e Lisandra Paraguasssu, O Estado de S. Paulo

06 Abril 2015 | 12h51

Atualizado às 17h14

BRASÍLIA - A presidente Dilma Rousseff fez nesta segunda-feira, 6, em solenidade de posse do novo ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, uma defesa enfática da Petrobrás, assolada pelo escândalo de corrupção investigado pela Operação Lava Jato. Ao defender o modelo de exploração de partilha em relação ao de concessão, a presidente destacou que os recursos dos royalties do pré-sal não são mais uma promessa, e sim uma realidade. Segundo ela, essa verba vai viabilizar uma "verdadeira revolução na educação brasileira". 



"Essa fonte já está em atividade e, mais do que isso, vai garantir uma renda sistemática nos próximos anos", disse a presidente. Ela citou que hoje são extraídos 660 mil barris por dia de pré-sal, o dobro do que era explorado há um ano, e destacou que 27% da produção do petróleo no País vêm da camada pré-sal.


Para a presidente, a recuperação da Petrobrás "está em curso". "Tenho certeza de que a luta pela recuperação da Petrobrás está em curso, é minha, do meu governo e tenho certeza de que interessa a todo o povo brasileiro", afirmou. "O que está em jogo na defesa da Petrobrás e do pré-sal é a nossa soberania e o futuro do nosso país", completou.

A fala da presidente ocorre em meio aos recentes posicionamentos de políticos do PSDB contrários ao modelo atual de partilha do pré-sal, que prevê uma participação mínima da estatal em todos consórcios que vão explorar os campos.  Recentemente, o senador José Serra (SP) protocolou um projeto de Lei no Senado que altera esse regime de partilha. Além disso, o próprio ex-presidente Fernando Henrique Cardoso também defendeu mudanças no modelo de partilha do pré-sal.


Feliz novidade. Na solenidade, Dilma afirmou que a escolha de Janine Ribeiro é uma "feliz novidade" e, ao compará-lo a uma série de educadores brasileiros como Paulo Freire, Anísio Teixeira e Darcy Ribeiro, disse que seu nome traduz a maior prioridade para os próximos quatro anos.


No discurso de posse da sua reeleição, em janeiro, Dilma lançou o lema "Pátria Educadora", mas, pressionada pelo PMDB, teve de trocar o titular anterior da pasta, Cid Gomes (PROS), após ele ter feito críticas ao Congresso Nacional. "Minhas primeiras palavras são de agradecimento a Cid Gomes por ter cancelado seus projetos pessoais para assumir o Ministério da Educação", lembrou, ao desejar-lhe sucesso nos novos projetos pessoais.


Em solenidade que contou com a presença de poucos políticos, a presidente disse que não faltarão a Janine Ribeiro dedicação e competência para conduzir os desafios do ministério.


Dilma também prometeu discutir com Estados e municípios diretrizes de uma carreira nacional dos professores, além de aprimorar a formação de diretores de escolas e incentivar boas experiências de excelência no ensino.

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