Luppi diz ser contra 3.º mandado e reforça apoio a Aécio Neves

'Aécio é um nome de MG, tem peso estratégico na República Federativa do Brasil', diz o ministro, sobre 2010

Eduardo Kattah, de O Estado de S. Paulo,

07 de abril de 2008 | 20h03

Ao mesmo tempo em que afirmou ser contra a tese de um terceiro mandato para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Luppi, presidente licenciado do PDT, disse na segunda-feira, 7, que sua intenção "é estar sempre junto" do governador de Minas, Aécio Neves (PSDB), na eleição em 2010. Na disputa com o governador paulista José Serra pela indicação de próximo presidenciável tucano, Aécio tem procurado intensificar as articulações com outros partidos.  Veja também:Novo presidente do STJ é contrário ao 3.º mandato para LulaLupi se diz contrário a 3º mandato e presta apoio a AécioProposta de petista abre brecha para 3º mandato de Lula Após um almoço com o governador mineiro, no Palácio das Mangabeiras, Luppi foi categórico em relação à eventual mudança constitucional que permitiria Lula disputar mais um mandato. "Eu não defendo o terceiro mandato. Eu não tenho nem como defender, porque isso é uma discussão dentro do Congresso Nacional. (Mas) Eu acho que nós temos de cumprir o que a Constituição está dizendo. Mandato com reeleição e é isso que está estabelecido", afirmou.  Luppi, porém, confirmou que o a sucessão presidencial foi tratada no encontro reservado. "Sobre a sucessão em 2010, a única coisa que conversamos é que a nossa intenção é estar sempre junto com o governador Aécio", disse, lembrando a "relação de proximidade" e amizade que possui com o mineiro há 15 anos.  Para o ministro, o governador pode ser considerado um exemplo da eficiência da máquina estatal. "Ele não privatizou nenhum órgão e o estado de Minas é uma referência de competência de administração e de equilíbrio financeiro". Questionado sobre a possibilidade de o partido estar no campo oposto ao do presidente Lula em 2010, o ministro se esquivou e brincou com a queda do gravador da repórter.  "Teu gravador foi meu aliado", disse. "Cada sofrimento tem seu tempo. Acho que 2010 nós temos muito processo evolutivo a alcançar. O Aécio é um nome de Minas Gerais. Minas tem um peso estratégico na República Federativa do Brasil. Além de ser o segundo colégio eleitoral, é um governador competente, aprovado por uma esmagadora maioria dos mineiros. Isso tem de ser considerado em qualquer sucessão presidencial." Luppi, no entanto, salientou que não falava em nome do partido. "Esse assunto eu não decido sozinho, até estou licenciado do PDT. Quem decide isso é o partido no momento certo", observou. "Hoje eu sou um ministro de Estado da base aliada, tenho de discutir também com o presidente da República e com a base aliada".  Dilma  Para o ministro, a colega Dilma Rousseffr, da Casa Civil, não foi atingida "por nada" na questão envolvendo um dossiê que teria sido montado na pasta sobre despesas no governo Fernando Henrique Cardoso. Ele saiu em defesa de Dilma. "Acho a ministra uma das pessoas mais honradas, mais sérias que eu conheço da República Federativa brasileira e competente. Eu acho que possíveis falhas de equipes, de pessoas, não podem ser todas elas responsabilidade do seu chefe." Eleição municipal Sobre a eleição em Belo Horizonte e a proposta de aliança entre PT e PSDB, Luppi lembrou que o PDT já apresentou a pré-candidatura do ex-deputado Sérgio Miranda. Mas deixou em aberto a possibilidade de o partido integrar o acordo.  "É claro que essa conjuntura que o governador coloca dessa aliança, PSDB-PT, faz esse quadro ter uma grande e profunda alteração". Aécio também teria encontros nesta segunda com a bancada do DEM e com o presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (CE).

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