Lupi nega veto à indicação de Brizola Neto para o Ministério do Trabalho

Dirigentes das centrais sindicais disseram estar unidos em torno do nome do deputado para o cargo

Vera Rosa, de O Estado de S. Paulo,

14 de março de 2012 | 17h41

BRASÍLIA - O presidente do PDT, Carlos Lupi, afirmou nesta quarta-feira, 14, que não veta qualquer nome do partido para ocupar o Ministério do Trabalho. Em nota divulgada no site do PDT, Lupi procurou amenizar informações de que rejeita a indicação do deputado Brizola Neto (PDT-RJ), apoiada pelas centrais sindicais, para o Trabalho. Brizola Neto se indispôs com Lupi quando ele, então ministro da pasta, foi acusado de comandar um esquema de desvio de dinheiro para abastecer o caixa do partido.

Lupi deixou o governo em dezembro do ano passado e, desde então, o Ministério do Trabalho é comandado interinamente por Paulo Roberto Pinto, filiado ao PDT. Na sexta-feira passada, dirigentes das centrais sindicais reuniram-se com o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, no Palácio do Planalto, e disseram estar unidos em torno do nome de Brizola Neto para o Ministério do Trabalho.

O deputado conta com a simpatia da presidente Dilma Rousseff, que ainda analisa a indicação das centrais sindicais. Na bancada do PDT na Câmara e no Senado, porém, há resistências a Brizola Neto e um grupo quer até mesmo fazer um abaixo assinado de apoio à indicação do deputado Vieira da Cunha (RS).

Dilma afirmou, em conversas reservadas, que o PDT precisa construir um acordo em torno do nome a ser indicado para o Trabalho. Dilma foi uma das fundadoras do PDT no Rio Grande do Sul e só se filiou ao PT em 2001.

Com receio de perder o Ministério - já cobiçado pelo PTB -, a cúpula do PDT achou melhor divulgar uma nota reiterando o apoio ao governo Dilma, "o qual ajudou a eleger" e negando vetos a qualquer nome para o governo.

"Qualquer eventual convite para a participação do PDT no governo da presidente Dilma se dará pela via institucional das instâncias partidárias, não havendo veto a qualquer companheiro ou companheira", diz a nota do PDT, divulgada na tarde desta quarta. O texto é assinado por Lupi, pelos líderes do PDT na Câmara, André Figueiredo; no Senado, Acir Gurgacz, e pelo secretário-geral, Manoel Dias.

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