Lupi deve reassumir presidência do PDT, diz secretário-geral do partido

Ex-ministro do Trabalho discute seu futuro político com a cúpula da sigla, que também vai definir como fica a participação no governo Dilma

Eduardo Bresciani, do estadão.com.br

05 de dezembro de 2011 | 12h51

BRASÍLIA - O ex-ministro do Trabalho, Carlos Lupi, reuniu-se por cerca de duas horas na manhã desta segunda-feira, 5, com o presidente em exercício do PDT, André Figueiredo; o secretário-geral do partido, Manoel Dias; e o líder no Senado, Acir Gurgacz. Lupi entrou e saiu da sede do partido, em Brasília, e evitou a imprensa. O PDT vai reunir sua executiva a partir das 14h para discutir a participação no governo e a volta de Lupi à presidência do partido.

Segundo Manoel Dias, o PDT esperará uma decisão da presidente Dilma Rousseff para discutir a indicação de algum novo nome do partido para algum ministério. De acordo com o secretário, Lupi estava "chateado" com o desfecho da crise no Trabalho. "Chateado, ele não poderia deixar de estar, porque com essa campanha contra, ele não tinha como estar feliz", declarou. Lupi anunciou nesse domingo, 4, que deixaria o cargo de ministro do Trabalho, depois de uma série de denúncias.  Nesta manhã, a presidente Dilma promoveu a reunião semanal de coordenação e nove ministros participaram do encontro, que deve ter como assunto principal a saída de Lupi.

Antes de formalizar o pedido de demissão, integrantes da sigla já defendiam que o PDT deixasse a base aliada do governo Dilma, mas a alternativa não é consenso. "Para mim, o PDT não deve ter nenhum cargo no governo Dilma", afirmou senador Cristovam Buarque (PDT-DF). "Nós vamos continuar no governo, mesmo não sendo nesse ministério", resumiu o deputado André Figueiredo (CE), presidente interino do PDT.

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