Lupi depõe na Câmara e pede desculpas por arroubo

O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, começou a depor há pouco na Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara. Ele desculpou-se pelas declarações que deu de que só sai do Ministério a bala. Afirmou que não quis desafiar a presidente Dilma Rousseff. "Como vou desafiar a presidente Dilma? Eu a conheço há mais de 30 anos. Posso ser tudo, menos uma pessoa deseducada e deselegante.Peço desculpas à opinião pública, que fica com a imagem de que sou louco, um tresloucado. Desde que entrei no Ministério tentam me derrubar. Há até bolsas de aposta. Hoje a mídia pergunta quem será o próximo", afirmou.

JOÃO DOMINGOS, Agência Estado

10 de novembro de 2011 | 11h06

Lupi aproveitou para mandar suas desculpas à presidente Dilma publicamente: "Presidente Dilma, desculpas se fui agressivo. Não foi minha intenção. Eu te amo", disse Lupi. "Peço desculpas todo dia, porque todo dia eu erro. Quem trabalha muito, erra".

Em seu depoimento, o ministro está justificando os convênios feitos a partir de 2002 com ONGs. Do total de 491 convênios diretos com o Ministério do Trabalho, 97 estão em fase de execução; seis, com prestação de contas em complementação; 148, com prestação de contas aguardando análise; 103, aprovados e quatro, rejeitados. Em tomada de contas especiais, por falha, erro e irregularidades, 18; aguardando prestação de contas, 103. Carlos Lupi faz na Câmara um histórico de sua atuação frente ao Ministério do Trabalho.

Lupi é presidente licenciado do PDT e enfrenta uma série de denúncias de que assessores do ministério cobrariam propinas de ONGs para engordar o caixa do partido. Para os deputados, o ministro disse que reage "agindo", não ficando debaixo da cama. Em relação ao arroubo de suas recentes declarações, disse que está se sentindo profundamente agredido por denúncias anônimas, como as publicadas pela revista Veja desta semana.

O ministro afirmou ainda que, se alguém fez alguma coisa errada dentro do Ministério do Trabalho, que pague." Pedi à Polícia Federal que fosse fundo. As duas fontes anônimas que denunciam o Ministério do Trabalho não receberam dinheiro. Se há falhas, há. São 500 convênios. Há falhas. Corrupção dentro do Ministério do Trabalho e no meu partido não há. Ninguém vai macular minha história modesta e pequena. Incomoda a muita gente um ex-jornaleiro chegar onde chegou", disse ele.

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